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É PRECISO CURAR A CRUELDADE DO MUNDO

Ao tentar definir a palavra crueldade, me defrontei com sua amplitude. O que vem a ser crueldade? Será de um significado universal? E as diferentes compreensões, culturas, os infinitos níveis de consciência?
Crueldade na verdade, é tudo o que adoece a alma, escurece a ambiência de quem vive nela, tanto o causador como a vítima. Crueldade é doença mais grave que todas as doenças que andam grassando o mundo, e estas são a própria consequência de que algo não anda bem na atmosfera terrestre.
A crueldade contra o Planeta, gera a terra ressequida, as matas tombando em meio a fogo e devastação, gerando a agonia das nascentes e sofrimento das espécies.
A crueldade contra a humanidade é o desrespeito à própria espécie, é desmerecer as tradições de cada povo, a individualidade das culturas, é querer destruir a história dos povos e não permitir que o Progresso venha naturalmente em construções edificantes. É chamar de progresso condições que usurpam a simplicidade, a calma de viver, transformando as pessoas em autômatos indiferentes, cativos de ilusões de riquezas falsas, formando abismos que as afastam das verdadeiras causas pelo quais estão encarnadas.
É preciso fazer um esforço para identificar em si os pequenos sinais desta doença anímica, que vem em várias gradações, curando as raízes de pequenas crueldades, como a falta de cortesia diária, o perdão de pequenas ou grandes ofensas, não deixar enraizar plantas daninhas como a raiva, a vingança ou mesmo o vazio da alma. Sim, temos de fazer um esforço para nos construirmos a cada dia, pois o melhor remédio contra a crueldade do mundo é buscar a felicidade e a serenidade. A crueldade não vinga onde o Amor predomina, ela perde a força e é neutralizada.
Isto parece utopia, mas não é. Nas esferas superiores, os nossos amigos universais têm mais condições de sanar os efeitos devastadores da crueldade, quando em proximidade a pessoas que conseguem emitir de suas auras as forças curativas dos sentimentos doentios e deletérios. Desta forma, são antecipadas ações para que tragédias não aconteçam, e também propiciam condições de auxílio e resgate naqueles que são vítimas dela.
Temos de nos mobilizar para quebrar as cadeias do círculo vicioso da crueldade. Não alimentar sequer pensamentos do medo extremo, ou da sensibilidade paralisante, promover uma contrapartida firme e eficaz, não permitindo que a ressonância mórbida que os atos cruéis nos trazem, nos paralisem na reação voltada única e exclusivamente no resgate, no Bem em grau maior, mais forte, mais abrangente, até que cenários dantescos tenham sua metamorfose em jardins de flores, cores e belezas simples e puras.
Precisamos ter a insistência em transformar a dor em Resistência, o desânimo em Esperança, e a certeza, que na Fé e na crença que tudo pode mudar para melhor, termos a ajuda de Forças Superiores que um dia, nos levarão a um mundo melhor. Não foi à toa, que avatares com o próprio Jesus, disseram que um ato de Amor cobrirá milhões de pecados.
Então, não nos devemos abater nunca com o aparente caos que estamos vivendo, de cenas de guerra, doenças e milhões de acontecimentos diários que chegam até nós de maldades. Estas, são as visíveis, porque em geral o Bem é tímido e recatado, não chega ás primeiras páginas do jornal. O Bem embora poderoso, não costuma aparecer na mídia, nem fazer alarde por onde anda semeando.
O que realmente andamos precisando, é abandonar o papel confortável de expectadores, que acabamos por nos conformar, e cada um tornar-se de fato autor e ator da própria vida. Transformando-se de fato, não deixando os golpes transformarem-se em cicatrizes na alma. Sejamos fortes, menos suscetíveis, menos ególatras, não vamos permitir as sementes daninhas da crueldade, criarem força em nossos corações. Fora com o sentimento de dor constante, com as comparações de nossas vidas com a dos outros, vamos criar nosso próprio repertório de beleza, bondades, construções internas, gentilezas, códigos de respeito, moral e honra.
Não estamos aqui de passagem, e quando nos damos conta, vemos que a vida é um átimo. É muito curta, é muito célere, não temos tempo para patinar em desencontros, no que podia ser e não foi, ou em sonhos impossíveis. Vamos levedar o pão da Alma que o Mestre nos ofereceu, vamos elaborar o arcabouço de uma Vida Plena que poucos ainda conseguem entender ou alcançar, descobrir as possibilidades próprias que muitos não conseguem perceber, subutilizando o que Deus nos deu, apenas por desleixo, comodismo, imaturidade.
Viver plenamente dá muito trabalho, é um esforço hercúleo diário, para ao abrir os olhos pela manhã, ser apenas grato por mais um dia, e nas inúmeras oportunidades do dia, escolher aquelas que trazem gentileza, bem estar, contentamento, isto, passando muito longe das futilidades, da vulgaridade, do supérfluo. Pois esta disposição para a corrigenda íntima tem que ser verdadeira, o sorriso, não precisa estar nos lábios, mas nos olhos, nas mãos que amparam, e nos atos firmes, que não precisam se envergonhar ou se arrepender.
Que as nossas escolhas diárias sejam forjadas no Fogo que Ogum e Xangô nos oferecem, força sem rigidez, mas fluidez e determinação. Nas Águas Benditas que as Iabás manipulam, lavando a lama dos atos cruéis e doentios, dos sentimentos sórdidos e emoções rasas, que estas águas jorrem incessantemente em nossos corações, limpando, toda a ferrugem que o lado escuro tentar implantar nas engrenagens de nosso espírito ainda leviano. Que a força do Ar, vinda de Oxalá, de Iansã, e da Ibejada, seja como o oxigênio para as nossas mentes, clareando os pensamentos, regendo nossos atos, limpando cada recanto de nosso Ser, para que não haja poeira alguma, nenhuma sujeira na nossa percepção, que tudo fique muito claro e da mesma forma, não permitamos entrar qualquer bafejo de maldade ou desídia. Na força da Terra vinda de Omulu e Nanã, pela qual construímos e reconstruímos nosso arcabouço íntimo, curamos nossas feridas e prosseguimos em novos portais, e marcamos nossos passos indelevelmente pelos caminhos que escolhemos. Também da Terra virá o auxílio de Oxossi e dos Pretos Velhos, nos livrando de hábitos equivocados, de compreensões inexatas, de atitudes tíbias, da falsidade e dissimulações.
Não seremos atacamos pelo mal ou a crueldade se escolhermos ser fortes, se destruirmos nossos pontos fracos para que nossas estruturas não sejam abaladas. Para isso, temos que buscar sermos inabaláveis dentro do Bem, da Razão e da Magnanimidade, não nos enganarmos nem perseguir a perfeição, mas sermos Fortes, inabaláveis no propósito de sermos melhores, e não é apenas pela ascensão da própria alma. É que o mundo precisa de resistência, ele só vai melhorar quando houver predominância de seres conscientes e construtores de fato de uma Nova Era. Não se faz uma escada para se subir só, esta escada, quem sabe a antiga escada de Jacó, nos levará a patamares melhores, mas só de cada um se esforçar muito para merecer cada degrau que sobe, e aqueles que estiverem mais alto, providenciarem a segurança de quem ainda está começando.

Alex Hudson
Rio Bonito – RJ
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