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A ESPÚRIA DA INVEJA

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O sentimento de inveja pode ser definido como um sentimento de tristeza perante o que o outro tem e a própria pessoa não tem. Este sentimento gera o desejo de ter exatamente o que a outra pessoa tem que pode ser tanto coisas materiais como qualidades inerentes ao ser.

Não há quem não sofra de vez em quando com este sentimento. A questão é estar consciente disto, e lutar para abolir de dentro de si esta doença da alma. Não se trata de ser um dos pecados capitais, não é questão de dizer que não tem para não sofrer o fogo do inferno.

Sentimentos vem e vão dentro de nós o tempo todo. Somos um dínamo de emoções fervilhando, e nem sempre nos damos conta, ou analisamos o que sentimos, o que reflete uma falta de cuidado com o nosso próprio Ser. Acostumamos a seguir as marés do Ego, esta parte de nós que nem sempre enxerga de modo correto o que se passa dentro e fora da verdadeira cerne que somos. Em síntese, achamos que sabemos muito de tudo e todos, mas de nós, muitas vezes é como se estivéssemos perdidos num deserto. É como se estivéssemos cegos querendo o jardim que falsamente é mais formoso, sem percebermos que a hera perniciosa, o joio dos pensamentos incorretos, a ilusão de visões erráticas nos impede de cultivar a Beleza mais virtuosa que cada um pode ter.

O problema são as máscaras que colocamos como armadura contra o mundo que realmente não é fácil. Tentamos nos defender daquilo que nos atinge em nossas fragilidades, e mais uma vez não paramos para pensar que nascemos dotados de uma inteligência que nos imunizaria das contrariedades e das barreiras que nossa condição humana nos limita. Se aprendermos a raciocinar que somos únicos em todo o Universo, um grão de areia sim, mas um grão de areia diferenciado pela missão com que cada um veio ao planeta, e isto quer dizer que não somos apenas isso, uma massa de músculos, nervos, sangue e matéria, mas também espíritos, veríamos que cabe a nós apenas sermos o que somos.

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Não podemos ser virtuosos na arte, literatura ou poesia, se nossos espíritos não foram talhados para isso, mas podemos ser artesãos, operários, guerreiros. Se não somos belos fisicamente, podemos ser saudáveis e fortes, se não temos habilidades para construir palácios, vamos aprender a consertar a cadeira quebrada de nossa casa, pintar uma parede com cores bonitas. Se não dominamos uma língua estrangeira, vamos aperfeiçoar o nosso próprio idioma. Se não conseguimos acumular diplomas, vamos ler nas entrelinhas da vida as melhores lições. Se não temos roupas de marca, vamos ter nossa própria indumentária, limpa, bem cuidada e original. Por que esta mania de querer copiar tudo, ansiar pelos modismos, querer ser quem não somos?

Se não sou uma obra de arte, posso tentar ser uma moldura bonita, uma ideia a acrescentar, algo que me caracteriza neste mundo, mesmo que seja da forma mais humilde, mas que vai fazer a diferença. Não precisamos ser iguais, são os diferentes pensamentos, as diferentes maneiras de se chegar aos sonhos maiores que fazem com que todos estejamos aqui e agora, senão não estaríamos, pois na verdade estarmos aqui e agora neste mundo não depende de nós, mas de uma Força Maior.

Estamos aqui para aprender, a interagir o tempo todo, nem sempre com as pessoas, mas com nossos objetivos, se temos de ser políticos, cientistas, trabalhadores braçais, comerciantes, contadores de histórias... Temos de
descobrir nossas habilidades e ampliá-las ao máximo. Para não ficarmos desejando o que não é nosso, para não perdermos tempo ou nos frustrarmos com algo que não nos é destinado.

Se a inveja é uma espécie de tristeza, ela vai minando as forças, e tomando conta sem que se perceba. O ser humano não está aqui para ser infeliz. As circunstâncias nos fazem infelizes muitas vezes, mas permanecemos na infelicidade apenas se permitirmos. O caminho, o único caminho é o da Coragem, é o de abandonar o medo e a visão distorcida, e enfrentar o nosso pior inimigo, nós mesmos. Nossos erros, nossos defeitos, nossa insatisfação. Se adquirirmos a felicidade pessoal, não desejaremos o que não é nosso, o foco será mantido apenas naquilo que fará com que sempre lutemos sempre por melhorarmos, melhorarmos as condições ao nosso redor, fazendo a felicidade alheia, com ouvidos seletivos para os elogios tortuosos, ou as críticas venenosas. Seremos apenas nós, conscientes que estamos fazendo o melhor, satisfeitos por isso, mas crescendo sempre.

E crescer não significa fama, mesmo que ela venha, não significa enriquecimento, mesmo que ocorra por consequência. Crescer é atingir um estado de alma em que não é permitido julgamentos senão o de si próprio, na direção de aperfeiçoamento, riscar do repertório palavras como desistência, desamparo ou imperfeição. É difícil, é trabalhoso, e exige tudo de cada um, mas crescer, é cuidar da casa própria, que é o corpo com sua mente, fortificá-la a ponto de ser imune aos ataques, e deixar as palavras de lado, pois a ação , ou a não ação, dependendo do momento, acolherá a melhor atitude com a meta imperturbável da Paz.

Alex de Oxóssi
Rio Bonito - RJ

 

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