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FELICIDADE E PACIÊNCIA

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A palavra Felicidade existe em nosso dicionário como um estado durável de plenitude, satisfação, equilíbrio físico e psíquico, em que o sofrimento e a inquietude são transformados em emoções ou sentimentos que vão desde o contentamento até a alegria intensa e júbilo.

Pensando em sentimento durável, temos também a palavra Paciência, que é a virtude de manter um controle emocional equilibrado, sem perder a calma, ao longo do tempo.

Conheci uma pessoa sábia, dirigente de um centro espírita, que me deu uma grande lição certa vez, Ela disse que se uma pessoa se acha paciente, ela não pode perdê-la nunca. Pois se tem ou não se tem a paciência, logo, se alguém diz ter paciência, como perdê-la? Esta foi uma lição valorosa que me fez ter a meta de adquirir a Paciência, isto é, esta virtude. Absolutamente não é fácil, pois somos testados, passamos por inúmeras provas, que nos fazem ver a cada passo que ainda não a adquirimos plenamente , não atingimos esta meta. Há pessoas que nem sequer param para pensar nisso, e seguem a todo momento, se infelicitando porque perdeu a paciência(!).

Diz o poeta Lenine; “O mundo vai girando cada vez mais veloz. A gente espera do mundo, e o mundo espera de nós, um pouco mais de paciência...”
Creio que só quando o tempo passa, dentro deste giro veloz, e feroz, do mundo, quando estamos tão cobertos de cicatrizes, compreendemos finalmente que a vida é rara, e vamos então na busca real desta virtude, a Paciência.

Paulo Coelho em um de seus romances escreveu: “Os dois testes mais duros no caminho espiritual são a paciência para esperar e a coragem de não nos decepcionar com o que encontramos”.

E o Dalai Lama nos ensina: “Aprimorar a paciência requer alguém que nos faça mal e nos permita praticar a tolerância.”

E o grande navegador de nossos tempos, Amyr Klink:”Descobri como é bom chegar quando se tem paciência. E para se chegar, onde quer que seja, aprendi que não é preciso dominar a força, mas a razão. È preciso antes de mais nada, querer.”

Herman Hess também fêz uma citação:” Para a arte de viver, é preciso saber a arte de ouvir, sorrir e ter paciência sempre”.

E Charles Chaplin evocou num poema a necessidade de alguém com a virtude da paciência: “Que me olhe nos olhos quando falo. Que ouça as minhas tristezas e neuroses com paciência. Preciso de alguém que venha brigar do meu lado sem precisar ser convocado. E nessa busca empenho a própria alma, pois com uma Amizade Verdadeira, a vida se torna mais simples, mais rica e bela”.

Temos então, a fórmula para se obter a Paciência, os ingredientes dessa atitude interior tão valiosa como a Pedra Filosofal. Esses pensadores mostram a necessidade de amealhar outras conquistas, como a coragem, o respeito ao outro, a resiliência frente à intolerância, o uso racional da mente para alcançar o objetivo, saber ouvir, saber sorrir, assim como ser humilde para pedir ajuda quando se encontra na noite escura.

Todos estes pensamentos remetem ao passo seguinte, que é ser Feliz.

Diz Allan Kardec: “A nossa felicidade será naturalmente proporcional à felicidade que fazemos para os outros.”

E Victor Hugo:” A suprema felicidade da vida é a convicção de ser amado por aquilo que você é, ou melhor, apesar daquilo que você é.”
O Marquês de Maricá fez uma assertiva para pensarmos: “Em vão procuramos a felicidade fora de nós, se não possuirmos a sua fonte dentro de nós.”
Thomas Mann escreveu: “Aquilo que chamamos felicidade consiste na harmonia, na serenidade, na consciência de uma finalidade, numa orientação positiva convencida e decidida do espírito, ou seja, na paz da alma.”


A partir desses pontos de vista, verificamos que a felicidade, primeiro de tudo, tem de possuir uma fonte dentro de nós, então temos de lutar para que esta fonte não seja destruída. Ela frutifica quando esparramamos como orvalho gotas de felicidade ao nosso redor. Ela tem de ser mantida através da nossa vontade, junto das outras qualidades que vamos obtendo no percurso.

Diz Roberto Shinyashiki: “A felicidade é um jeito de viver, é uma conduta, e uma maneira de se estar agradecido ao Sol, à Lua, a quem lhe estende a mão, e também a quem o abandona, pois certamente neste abandono, está a possibilidade de você descobrir a força que existe em seu interior”.
E nós, adeptos da Umbanda, que aprendemos a amar a Natureza, e que ouvimos sempre as palavras mansas dos guias, que nos aconselham a sermos felizes, devemos buscar mais do que nunca os caminhos da Felicidade. Assumindo nossa condição de seres imperfeitos, mas que graças ao auxílio incessante do mundo espiritual, temos diariamente provas incontestáveis que podemos sim, adquirir o estado de Felicidade, saudando o Sol, a Lua, as matas, e as águas, ao fogo, ao ar, os raios e tempestades, pois estamos aqui, neste momento, nesta experiência terrena, usufruindo os ensinamentos, mesmo dolorosos, mas cientes que tudo nos leva aos caminhos de redenção.

Vamos deixar o Sol entrar, o Amor entrar, sentir a vibração benéfica das entidades luminosas que nos acolhem, que irradiam todas as virtudes para nos conduzir às nossas metas.

Alex de Oxóssi
Rio Bonito - RJ
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