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Salve a doce Mãe, Saravá Iemanjá!



O mito Iemanjá começou nas águas doces de um rio da África, atravessou o Oceano e chegou no Brasil, na Bahia. Hoje, ela é mais ligada às águas salgadas do mar que às águas doces dos rios, que é domínio de Oxum.

Iemanjá é comemorada em diversas datas: no dia 2 de fevereiro, data da festa de Nossa Senhora das Candeias. No dia 15 de agosto, junto com a comemoração para Nossa Senhora da Glória. E no dia 8 de dezembro, quando ela é sincretizada com Nossa Senhora da Imaculada Conceição. Talvez seja um sinal de quanto ela é querida e querem lhe render homenagens.

Devemos lembrar Matta & Silva, em “Umbanda de todos nós”, quando classifica o Orixá Iemanjá na 2ª linha, logo abaixo de Oxalá, dizendo que esta linha é regida pela própria força de Iemanjá, tambem chamada carinhosamente de “Dona das Águas”, “Rainha do Mar” entre outros nomes. Ainda escreveu que ela tem a proteção de Oxum, dona dos lagos e cachoerias, dos rios, da fecundação e do amor, assim como de Nanã, atuando nas águas das chuvas, realizando a limpeza da atmosfera, purificando as camadas aéreas para que tenhamos no solo, na terra, condições de vida. Esta linha, segundo Matta & Silva, é composta de espíritos de diferentes raças, de caboclos, pretos velhos e exus.

As legiões comandadas por Iemanjá, de acordo com Matta & Silva:

• Legião das Sereias, sob a proteção de Oxum
• Legião das Ondinas, sob a direção de Nanã
• Legião das Caboclas do mar, sob a orientação de Indaiá
• Legião das Caboclas dos rios, sob a chefia de Iara
• Legião da Estrela Guia, sob a direção de Santa Maria Madalena
• Legião dos Marinheiros, sob a chefia de Tarimá
• Legião dos calungas, dirigida por Exu Calunga ou Calunguinha

O livro “Segredos de Umbanda”, de Francisco Allison Peixoto, traz algumas coisas diferentes, mas não menos interessantes sobre Iemanjá.

Nessa falange, na Umbanda, trabalham todas as Iabás (Senhoras dos Rios), agrupadas com os nomes de janaínas, caboclas ou sereias. Sua missão é trabalhar diretamente com a força emotiva por meio dos sentimentos de maternidade, misericórdia e amor.

1. Falange da Sereia do Mar

Entidades que assumem formas encantadas, residindo em todo o elemento água. Possuem total domínio sobre as energias desse meio. Aceitam as tradicionais oferendas a Iemanjá, entregues para serem levadas ao fundo dos mares, lagos ou rios.

2. Falange da Cabocla Iara

Dominam a força nascida do encontro das águas doces e salgadas, muito ligadas ao Orixá Ogum. É também o nome das entidades chefes da falange conhecidas como Caboclas do Rio. São alegres e juvenis. Sua vela será azul clara e uma verde, vermelha e branca, para Ogum.

3. Falange da Cabocla Nana

A Cabocla Nana Burucum é chefe da falange das Ondinas. Suas entidades trabalham na beira das fontes e trazem uma vibração capaz de proporcionar paz e compreensão nos lares.
Protegem as actividades ligadas ao ensino, como o magistério. Sua vela será clara e lilás, ao Orixá Nana.

4. Falange da Cabocla Iansã

A Cabocla Iansã representa o Orixá com o mesmo nome, junto à Iemanjá. Trabalha sob os fortes temporais e chuvas, forças essas capazes de proporcionar grande resistência nas dificuldades da vida. Aceitam velas azuis-claras e vermelha e branca ao Orixá Iansã. Podendo ser entregues junto às oferendas de Xangô nos bambuzais ou na beira de cachoeiras, longe da queda d’água.

5. Falange da Cabocla Oxum

As energias do amor puro e da luz que irradia sobre as cachoeiras são a matéria-prima para suas atividades, ligadas à Iemanjá. Através de sua falange, os fluidos benfeitores são trazidos através das “águas espirituais”, ou seja, o prana ou fluido cósmico universal. Sua vela será azul-clara e amarela, dedicada ao Orixá Oxum.

6. Falange da Cabocla Indaiá

Sua falange é das Caboclas do Mar, ligadas a Yori, ou seja, a Falange de Cosme e Damião. Absorvem energias de vários elementos e transmutam na energia alegre e vibrante das crianças. Suas velas serão azuis-claras e rosas.

7. Falange da Cabocla ou Sereia Janaína

Estão sob sua guarda a força do amor conjugal e da procriação.
Ligam-se muito ao Orixá Oxalá. Suas velas serão azuis claras e brancas.

Oferendas: basicamente, todas as falanges de Iemanjá aceitam sobre pano branco e azul-claro, fitas azuis, espelhos, pentes, perfumes de seiva de alfazema ou seiva de rosas, flores brancas ou azuis, rosas, lírios, mel, guaranás ou bebidas doces e delicadas.

Iemanjá trabalha, como as demais Iabás com o elemento ÁGUA. A água tem o poder de absorver, acumular ou descarregar qualquer vibração, seja benéfica ou maléfica. A água do mar batida contra as rochas e a areia da praia, também está energizada. Por isso, não é conveniente apanhar água do mar quando o mesmo estiver sem as ondas energéticas e renovadoras.

Os pretos velhos que pertencem à falange do povo da Costa, identificam-se energéticamente com Iemanjá, e ensinam que, através da resignação nas provas, haverá o resgate das dívidas do passado. Consolam e auxiliam os sofredores, com muito amor. Suas oferendas são entregues na praia.

Além dos pretos velhos da Costa que trabalham com Iemanjá, também obedecem a ela os antigos espíritos de escravos monjolo, que eram facilmente reconhecidos pelas cicatrizes verticais da face. Trazidos das costas de Angola para muito padecerem no Brasil, principalmente por ficarem distantes do amado mar, hoje junto à beira d’água, junto com o Povo das Praias, trabalham para a Rainha.

A Linha d’água, quando desce em terreiro de Umbanda, geralmente se manifesta para purificar e energizar os filhos de santo e a assistência. A incorporação característica dos falangeiros de Iemanjá é bastante serena, e sempre movimentam os braços como se estivessem abrindo caminho entre as ondas do mar.

Não podemos nos esquecer do marinheiros, que trabalham na Linha de Iemanjá e também de Oxum. Seus conselhos e mensagens são sempre cheios de esperança e de fé. Costumam trabalhar em grupos. São fortes, pois enfrentaram guerras e mares agitados, mas também conheceram a calmaria e a bonança.Dão consultas, passes e também fazem trabalhos fortes de descarrego que envolvam grandes demandas. Em algumas casas, também costumam trabalhar nas giras de desenvolvimento de Médiuns. Os marinheiros são em sua grande maioria, espíritos que trabalham na Umbanda para dar sustento no campo da diluição de cargas trevosas, outros atuam como elementos de sustentação de trabalhos voltados a curas. Andam de modo característico e seu balanço peculiar na verdade é uma maneira de descarregar o médium enquanto trabalham.

Oração à Iemanjá

Poderosa Rainha das águas
Com sua espuma nos cubra
Livrando-nos de todo mal e iniquidade.
Com suas ondas nos fortaleça
E sua Bondade nos levante nas horas sombrias.
Estrela que nos guia!
Farol que nos ampara!
Lava com as águas do mar nossas sofridas almas,
Carrega para o fundo nossos erros.
E como grande Mãe que és
Nos abrace em seu regaço
Nos acolha
Permita-nos crescer em espírito
Sob sua firme proteção.
Esteja conosco em todos os momentos
Na tempestade e calmaria
E estaremos sempre aqui,
Em nossas mentes,
À beira deste oceano infinito onde és Soberana,
Agradecendo por sua Bondade e Amor.
Estamos sob sua tutela,
E em cada por do sol, cada amanhecer,
Estaremos lhe vendo
Na linha do horizonte,
Para sempre gratos
Do fundo de nossas almas.
Odoiá, Iemanjá!

Alex de Oxóssi

Rio Bonito - RJ

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Fonte pesquisada:

Os Segredos de Umbanda
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