Reflexões Umbandistas

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Etiene Sales - GhostMaster -


O que será que existe de errado conosco (nos Umbandistas)? Será que somos tão cegos na nossa própria Fe (de nossas casas, de todas as Ramificações) que esquecemos de ver que o outro, nosso próximo Umbandista, que também tem uma Fe?

Talvez sejamos egoístas em achar que o que encontramos como Umbanda seja a única verdade, o certo, o verdadeiro do verdadeiro que não nos envolvemos em conhecer o que o outro faz por achar que o que praticamos é puro, único, liquido e certo.

Ou sejam as circunstancias em que encontramos a nossa Umbanda? Muitos desestruturados mentalmente, espiritualmente, arrasados por circunstancias amorosas, arruinados por descaídas financeiras, perseguidos por bruxarias e feitiços, desacreditando em um DEUS, em uma Fe, pomados por um guia e acordando em paz diante de todos em uma sessão, por obrigação, por compromisso, por orgulho, por salvação, procurando elevação e achando que assim ou assado e o certo, ... São tantos os motivos que nos levaram ate a Umbanda, mas não são motivos solitários, isolados, mas comuns a tantos outros, de tantas outras casas, de tantas outras Umbandas no Brasil e no Mundo.

Talvez sejamos soberbos pela graça alcançada: "vai la, que o velho, o caboclo, a criança, o exu, a pomba-gira vai resolver seu problema; o Pai/Mãe/Mestre/Cacique e forte e vai resolver seu problema; se você merecer ira conseguir; ..." Conseguimos e ali ficamos em sentimento de elevação e achando o Maximo, mas e os outros, também não serão o Maximo? Também não conseguem?

Nossa distancia, nosso isolacionismo, nossa ancia pelo poder, por não ver o outro Umbandista como igual pode ser nossa ruína, nosso "tendão de Aquiles", o furo no dique de nossa espiritualidade.

Talvez daqui a uns 20 ou 30 anos, quando a idéia de uma Umbanda agualitaria, unida na diversidade e aceita pela diversidade que o e, possa ser mais amiga, mais companheira no seio dos médiuns.

Razão, modernidade, consciência e Fe podem andar juntas com a tradição, com os ritos, com as doutrinas, com a evolução que cada um almeja; sem atritos, sem competições, sem quartéis, comandantes e generais que defendem e tentam influenciar outros com o que fazem como se fossem únicos e absolutos. Podemos caminhar juntos, unidos em propósitos e ações, e talvez essa união, essa irmandade, seja um ponto a mais em nossa evolução (um espelho que reflita o que somos, e aquilo que fazemos), pois para ela (a evolução) teremos que tirar os véus da soberba, do poder, da vaidade, da arrogância, da ambição, e trocar pela humildade, tolerância, irmandade, amor, conhecimento, franqueza, ajuda, proteção, carinho, compaixão, respeito, tolerância, informação, amizade.

Talvez um dia, um minuto, um momento ... quem sabe?

Quem sabe se um dia poderemos sair da vida virtual e se atrever na vida real, unidos em razão de um propósito maior, de uma Fe maior, de nos mostrar, e mostrar a essa sociedade a essência de nossa Religião ...

Sempre fica a possibilidade, uma Fe, um ideal a se alcançado, um propósito.

Etiene Sales - GhostMaster -

Um comentário:

Marcio Tex disse...

Que mensagem Etiene!!
Se o povo umbandista soubessem a força que tem a união na fé, com certeza, nossa religião estaria em seu lugar merecido. Enquanto isso não chega, unívo-nos em prol de nossa fé e religião!! UMBANDA tem fundamento, UMBANDA cheira guiné...
Axé!!

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