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quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

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Amados Irmãos,
Antes de ler o material sobre as “Umbandas” leiam o texto abaixo e usarei aqui a frase que o Guardião usou na Comunidade Povo de Aruanda:

Antes de reclamar do preconceito de outras Religiões para conosco, deixemos de ser preconceituosos.

***“Ser” Umbandista

Falam em tantas Umbandas. Branca, esotérica, popular, traçada, de nação, omolocô, umbandolé, candomblé de caboclo, evangelizada, kardequizada, iniciática e outras mais.

O que é Umbanda então?

Se são tantas, porque cada qual teima em dizer que somente a sua, aquela que ele pratica, é a verdadeira?

Origens, respondem todos em unísono!

Esta seria a solução para os problemas!

E qual a origem da Umbanda verdadeira?

Lá vamos nós novamente viajar por inúmeras teses. Negros Africanos, Sumérios, Atlântida, Astros, Planetas diversos, Seres extraterrenos, Anjos celestiais, etc...

Mas será que isso tudo é importante?

Porque temos que precisar ou determinar qual das Umbandas é a mais ou a unicamente correta?

Quem sabe não são mesmo várias Umbandas, totalmente diferentes umas das outras.

Ou, ainda por outro lado quem sabe, ela é somente uma mesmo, apenas com várias ramificações!

E porque seria assim? Afinal de contas todas as demais religiões não são únicas? Serão mesmo?

Vejamos: a igreja católica divide-se em um sem número de ramificações, das tradicionais às mais atuais. Tem a Apostólica Romana, Apostólica Brasileira, Carismáticos, Ortodoxos e outras. E todos se denominam como?

Católicos! Nada mais! Se as conversas convergem para fundamentos religiosos, ai sim quando sabem, denominam-se especificadamente.

E os Evangélicos? Se autodenominam de Cristãos!

Antes eram Crentes, agora não gostam mais dessa denominação, afinal de contas, os praticantes das demais religiões também o seriam, já que todos os que crêem em Deus, Crentes como eles seriam.

Mesmo que seja aplicada de igual forma em relação a Cristãos o entendimento sobre outras religiões, parece esta denominação genérica a que mais os diferenciam das demais.

Mas e entre eles próprios, existem diferenças entre as denominações?

Sim e não são poucas. Batista, Adventista, Assembléia de Deus, Testemunha de Jeová e outras mais novas.

E nós, os Umbandistas, e porque não dizer Espíritas, não podemos ter também várias denominações ou entendimentos?

Opa! Espere um pouco! Umbandistas ou Espíritas? Lá vamos ter outra briga séria com alguns de nossos irmãos Kardecistas. Afinal de contas, de acordo com alguns deles, somente são espíritas os que seguem a doutrina espírita desenvolvida por Allan Kardec.

Mas qual a definição de Espírita? De acordo com o próprio Allan Kardec, que no livros dos médiuns, assim define Espírita. "Espírita, é aquele que crê no espírito e nas suas manifestações". Assim, todo aquele que acredita nesta máxima, do ponto de vista do próprio Kardec, então será espírita.

Devemos apenas preocuparmo-nos em sermos bons espíritas. Coisa que, infelizmente muitos irmãos, sejam Umbandistas, Kardecistas ou outros, ainda não se preocupam como deveriam.

Mas voltemos aos nossos próprios problemas. Já temos bastantes deles entre nós para que nos preocupemos com outros externos!

O que é mais importante numa religião?

De onde ela vem ou para onde ela vai?

Que interessa o berço em relação ao trabalho futuro. Será mais importante a caridade do irmão de poucas posses do que a oração do mais abonado?

Se formos olhar bem a fundo cada uma das diversificações de nomes ou qualificações das diversas Umbandas, veremos que em todas elas manifestam-se entidades espirituais semelhantes, tais como os Caboclos, Pretos-Velhos, Exus, Crianças e Orixás, além de Baianos, Mineiros, Boiadeiros, Zé Pelintras, Ciganos, etc...

Uma religião que prima pela Caridade, Humildade e Amor, não poderia se dividir tanto entre seus filhos.

Discutem se o Caboclo pode ou não pode usar cocar, se o Preto-Velho pode ou não pode usar chapéu, se Exu é guardião ou apenas mensageiro e deixa-se muitas vezes de perceber e até mesmo de cobrarem-se a si próprios se a caridade que estão praticando ou intermediando é real.

Será que chegar ao centro já olhando que horas são pois tem um compromisso inadiável mais tarde, permitirá ao Caboclo praticar uma boa caridade utilizando aquela matéria tão apressada?

Será que a humildade do Preto-velho terá capacidade de influenciar uma pessoa acometida de mal momento ou dor física, a ter calma ou perdoar a quem a tenha ofendido, vibrando numa cabeça que o encara não como um escravo simples, que pela dor alcançou a luz, mas sim como um majestoso soberano, que não poderia imaginar como tamanha fraqueza de pensamentos pode assolar estas ínfimas criaturas.

E ainda sobre o Caboclo, o qual na concepção daquele médium não é índio, mas médico ou um antigo rei de uma civilização ainda desconhecida, poderá atuar sobre quem o considera apenas um índio forte e garboso?

E Exu? Ele que em algumas casas mais sofisticadas é Guardião, entidade de alta luz que tem trânsito livre entre todos os ambientes vibracionais, liberando ou aprisionando almas ainda em decomposição moral.

Nas casas mais populares é apenas um enviado de entidades, ou mesmo um serviçal incumbido de levar e trazer as cascas grosseiras dos restos dos trabalhos espirituais, descarregando-os nos lodaçais espirituais no baixo astral, de onde ele pode até sair, mas não poderá ir tão alto, para que as luzes espirituais dos ambientes muito elevados não o ceguem.

E se saísse, o que faria? Sua fraqueza espiritual não o permitiria enxergar mesmo os seres iluminados de outras diretrizes.

Será mesmo que as entidades se preocupam com estas diferenciações?

Não! As entidades espirituais são seres de luz, são apesar de ainda imperfeitos na evolução espiritual, conhecedores da visão mais iluminada da caridade. Eles não se preocupam com as roupas que a eles queremos impor. Para eles o que importa é o amor, a união, a elevação.

Irmãos! Que divisão nada!

A Umbanda é única! Ela é perfeita!

Tão perfeita que se adapta a tantas interpretações.

Tão linda e majestosa, que aos olhos de cada um mostra a luz da maneira que possa ser percebida.

E suas origens são mesmo polêmicas, mas não traduzem os maiores ideais da religião: caridade, humildade e amor.

Que se busquem historicamente as origens, mas não contaminemos nossa prática religiosa com nossas próprias imperfeições, com nossos próprios preconceitos, com nossos próprios interesses pessoais.

Ao invés de subdesenvolvido, que tal tradicional?

Ao invés de cultos exagerados, que tal criteriosos?

Ao invés de discussão, que tal aceitação?

Não seremos menores se Africanistas, ou maiores se Iniciáticos!

Mais capazes, se optarmos por fundamentos de nação ou menos capazes, se seguirmos os ensinamentos à luz Kardequiana!

Seremos sim maiores ou menores, se levarmos em consideração a caridade que conseguirmos praticar!

Muitos se mostram prontos para uma verdadeira luta na intenção de resgatar a verdadeira Umbanda, outros pretendem livrá-la de influências negativas de outras religiões.

Vamos fazer mais que isso!

Vamos praticar a nossa Umbanda, aquela que nos toca ao coração com sentimentos de amor e caridade.

Vamos mostrar esse amor a todos os nossos irmãos.

E aí quem sabe, teremos uma Umbanda única e seremos verdadeiros Umbandistas.


Autor Desconhecido

RETIRADO DO CORREIO DA UMBANDA 2






*** AS “UMBANDAS”




Umbanda Popular - Que era praticada antes de Zélio e conhecida como Macumbas ou Candomblés de Caboclos; onde podemos encontrar um forte sincretismo - Santos Católicos associados aos Orixas Africanos;

Umbanda tradicional - Oriunda de Zélio Fernandino de Moraes;

Umbanda Branca e/ou de Mesa - Nesse tipo de Umbanda, em grande parte, não encontramos elementos Africanos - Orixás -, nem o trabalho dos Exus e Pomba-giras, ou a utilização de elementos como atabaques, fumo, imagens e bebidas. Essa linha doutrinaria se prende mais ao trabalho de guias como caboclos, pretos-velhos e crianças. Também podemos encontrar a utilização de livros espíritas como fonte doutrinária;

Umbanda Omolokô - Trazida da África pelo Tatá Trancredo da Silva Pinto. Onde encontramos um misto entre o culto dos Orixás e o trabalho direcionado dos Guias;

Umbanda Traçada ou Umbandomblé - Onde existe uma diferenciação entre Umbanda e Candomblé, mas o mesmo sacerdote ora vira para a Umbanda, ora vira para o candomblé em sessoes diferenciadas. Não é feito tudo ao mesmo tempo. As sessões são feitas em dias e horários diferentes;

Umbanda Esotérica - É diferenciada entre alguns segmentos oriundos de Oliveira Magno, Emanuel Zespo e o W. W. da Matta (Mestre Yapacany), em que intitulam a Umbanda como a Aumbhandan: "conjunto de leis divinas";

Umbanda Iniciática - É derivada da Umbanda Esotérica e foi fundamentada pelo Mestre Rivas Neto (Escola de Síntese conduzida por Yamunisiddha Arhapiagha), onde há a busca de uma convergência doutrinária (sete ritos), e o alcance do Ombhandhum, o Ponto de Convergência e Síntese. Existe uma grande influência Oriental, principalmente em termos de mantras indianos e utilização do sanscrito;

Umbanda de Caboclo - influência do cultura indígina brasileira com seu foco principal nos guias conhecidos como "Caboclos";

Umbanda de pretos-velhos - influência da cultura Africana, onde podemos encontrar elementos sincréticos, o culto aos Orixás, e onde o comando e feito pelos pretos-velhos;




**** Palavra "Umbanda"
.

Origem 1

Na Africa em terras bantas, muito antes de chegada do branco, já existia o culto aos ancestrais (chamados depois no Brasil "guias"). Também era conhecida a palavra "mbanda" (umbanda) significando "a arte de curar" ou "o culto pelo qual o sacerdote curava", sendo que mbanda quer dizer "O Além - onde moram os espíritos". Os sacerdotes da umbanda eram conhecidos como "kimbandas" (ki-mbanda = comunicador com o Além).


Origem 2

A palavra Umbanda é um vocábulo sagrado da língua Abanheenga, que era falada pelos integrantes do tronco Tupy. Diferentemente do que alguns acreditam, este termo não foi trazido da África pelos escravos. Na verdade, encontram-se registros de sua utilização apenas depois de 1934, entre os cultos de origem afro-ameríndia. Antes disto, somente alguns radicais eram reconhecidos na Ásia e África, porém sem a conotação de um Sistema de Conhecimento baseado na apreensão sintética da Filosofia, da Ciência, da Arte e da Religião.

O termo Umbanda, considerado a "Palavra Perdida" de Agartha, foi revelado por Espíritos integrantes da Confraria dos Espíritos Ancestrais. Estes espíritos são Seres que há muito não encarnam por terem atingido um alto grau de evolução, mas dignam-se em baixar nos templos de Umbanda para trazer a Luz do Conhecimento, em nome de Oxalá - O Cristo Jesus. Utilizam-se da mediunidade de encarnados previamente comprometidos em servir de veículos para sua manifestação.

Os radicais que compõem o mote UMBANDA são, respectivamente: AUM - BAN - DAN. Sua tradução pode ser ncomprovada através do alfabeto Adâmico ou Vattânico revelado ao Ocidente pelo Marquês Alexandre Saint-Yves d'Alveydre, na sua obra "O ARQUEÔMETRO".

AUM significa "A DIVINDADE SUPREMA"
BAN significa "CONJUNTO OU SISTEMA"
DAN significa "REGRA OU LEI"

A UNIÃO destes princípios radicais, ou AUMBANDAN, significa "O CONJUNTO DAS LEIS DIVINAS"

Origem 3

A palavra Umbanda significa “ Um ” = “ Deus ” e “ banda ” = “povo ”, que vem da velha África há 7 mil anos, quando esse povo era livre em suas tribos e eram felizes juntos com os animais e a natureza, onde cultuavam os seus Deuses e os seus Orixás .

Esse povo não tinha e não conhecia a maldade, mas com a chegada dos homens brancos que pela suas saudades e ganâncias de dominadores e religiosos, acabaram por conhecê-la.

Através dos séculos procuraram mentir e enganar os seus adeptos brancos de que os negros eram inferiores (por causa de sua cor); os fizeram de escravos em porões imundos de navios negreiros em que a maioria deles, não chegavam vivos.

Ao chegarem ao Brasil, receberam os piores castigos dos donos dos Engenhos e capatazes.

Nas Senzalas, recebiam os piores castigos por não falarem o idioma português e, não cultivavam a religião dos mesmos “ claro, a religião Católica ”; os alimentos eram os mesmos dos animais, isto é, quando haviam sobras, mas só que os negros tinham a Fé em “ OXALÁ ”, que como para os brancos era “Deus ”, que é Universal.

Claro que veio a libertação dos escravos como todos sonhavam, com a Princesa Isabel, mesmo assim, o calvário continuou até que em 1917, o médium chamado Zélio de Morais, que morava no bairro da Glória, no Rio de Janeiro, que recebeu o Espírito do Caboclo das 7 Encruzilhadas em um centro Kardecista, e foi expulso por não pertencer ao Núcleo, resolveu o mesmo, por Deferência Divina, fundar a “Umbanda” por ordem do mesmo Caboclo.


http://www.fietreca.org.br/umbanda.htm


Este texto foi escrito apartir do questionamento de alguns irmãos quanto ao livro "Código de Umbanda" do nosso irmão Rubens Saraceni e se teria ele o interesse de Codificar a Religião de Umbanda com este livro e se tal empreitada vai de ou ao encontro daqueles que lutam ou lutaram pela união dos Umbandistas.

Acredito que aqui fornecemos também fatos importantes aos que se interessam pelo estudo verdadeiro da história de nossa amada religião de Umbanda.

O esforço pela união dos Umbandistas é algo que vêm de longe e marca a história da religião. Não é o esforço de uma ou outra pessoa e sim o de tantos que deram suas vidas pela caridade. Podemos começar citando o próprio Zélio de Moraes, fundador da Umbanda com o Caboclo das Sete Encruzilhadas. A história começa com ele mesmo, pois foi com a orientação do Caboclo das Sete Encruzilhadas que em 1939 foi fundada a primeira "Federação Espírita de Umbanda" do Brasil. Com este ideal de união se realizou em 1941 o Primeiro Congresso Brasileiro de Espiritismo de Umbanda, também por orientação desse mesmo mentor.

No primeiro Congresso de Umbanda participaram de forma ativa os grandes dirigentes de então, sendo acompanhados por tantos outros que podemos citar:

Zélio de Moraes, Benjamim Figueiredo (Tenda Mirim / Caboclo Mirim / Primado de Umbanda), Jayme S. Madruga, Alfredo Antonio Rego, Diamantino Coelho Fernandes, Martha Justina, Baptista de Oliveira, Eurico Lagden Moerbeck, Antonio Barbosa, Roberto Ruggiero, Aoitin de Souza Almeida, Tavares Ferreira, Josué Mendes, Antonio Flora Nogueira, João de Freitas, Oscar Agapito Moreira, Edgard Ismael da Silveira, Alfredo Layal, J.Ayres de Camargo, Deolindo Amorim e tantos outros.

Por ocasião desse evento foi publicado um livro, em 1942, que leva como título o nome do congresso, contendo tudo o que foi registrado antes, durante e depois do encontro. Em tal registro há um texto muito relevante que explica a razão de se fazer este congresso:

A IDÉIA DO CONGRESSO

"O conceito alcançado entre nós pelo Espiritismo de Umbanda nestes últimos vinte anos de sua prática deu motivo à fundação nesta capital de elevado número de associações destinadas especialmente a esta modalidade de trabalhos, cada qual procurando desempenhar-se a seu modo, para atender a um número sempre crescente de adeptos. Sua prática variava, entretanto, segundo os conhecimentos de cada núcleo, não havendo, assim, a necessária homogeneidade de práticas, o que dava motivo de confusão por parte de algumas pessoas menos esclarecidas, com outras práticas inferiores de espiritismo.

Fundada a Federação Espírita de Umbanda há cerca de dois anos, o seu primeiro trabalho consistiu na preparação deste congresso, precisamente para nele se estudar, debater e CODIFICAR (grifo nosso), esta empolgante modalidade de trabalho espiritual, a fim de varrer de uma vez o que por aí se praticava com o nome de espiritismo de Umbanda, e que no nível de civilização a que atingimos não tem mais razão de ser".

Ocorreram três congressos com este mesmo objetivo. O Segundo Congresso Brasileiro de Espiritismo de Umbanda, realizado em 1961, foi organizado por Leopoldo Bettiol, Oswaldo Santos Lima e Dr. Armando Cavalcanti Bandeira. A comissão paulista foi a mais numerosa e representativa, com a participação de Félix Nascenti Pinto, Gen. Nélson Braga Moreira, Dr. Armando Quaresm e Dr. Estevão Monte Belo . Neste congresso que se definiu a criação do Superior Órgão de Umbanda para cada estado do País, congregando as Federações para o próximo. Apenas o estado de São Paulo conseguiu criar o então chamado SOUESP (Superior Órgão de Umbanda do Estado de São Paulo) marcando presença no congresso posterior.
Também no segundo congresso foi apresentada uma tese diferente da que havia sido apresentada no primeiro sobre a "Interpretação histórica e etimológica do vocábulo Umbanda", tese apresentada por Cavalcanti Bandeira em contraponto a tese de Diamantino Fernandes (delegado representante da Tenda Mirim), que no primeiro congresso situava a palavra tendo origem em antigas civilizações e no sânscrito.

Da onde viria pela primeira vez a tese do AUM – BANDHÃ (1941 – Tenda Mirim)

A seguir citamos parte da explanação de Cavalcanti Bandeira, publicada em seu livro O que é a Umbanda, 1970 - Editora ECO:

"O futuro exige a codificação do Culto de Umbanda para não serem perdidos os trabalhos dos Pretos-Velhos e dos Caboclos... Participando do II Congresso de Umbanda, reunido no Rio de janeiro, em Julho de 1961, concorremos com dois trabalhos; um com o título: "Interpretação histórica e etimológica do vocábulo Umbanda", o outro: "Dogmatismo e Hierarquia", que levados a plenário foram amplamente discutidos e aprovados pelos congressistas neste conclave.

Apresentamos o trabalho sobre a palavra Umbanda, porque não era possível que se praticasse um culto sem definir a origem etimológica e o significado original da palavra... Nesse congresso, fomos indicados para integrar a "COMISSÃO NACIONAL DE CODIFICAÇÃO DO CULTO DE UMBANDA", e realizando-se a primeira reunião da Comissão em São Paulo, fomos escolhidos para o cargo de Relator de Religião que, se foi uma confiança depositada pelos CODIFICADORES, acarretou maiores encargos e responsabilidades pela extrema seriedade e profundidade do assunto..."

No texto ele volta a falar sobre a origem da palavra Umbanda:

"Face às divergências encontradas e das dúvidas quanto às origens e fontes de onde surgiu o culto, que alguns pretendiam fosse hindu – sem justificar com dados concretos e seguros, elaboramos um ensaio histórico... demonstrando a antiguidade do homem e do conhecimento africano; a prática milenar de sua religiosidade..."
No mesmo livro há um capitulo só para esclarecer sobre a origem do vocábulo "Umbanda"

O terceiro (e último até então) congresso de Umbanda aconteceu em 1973, presidido por Cavalcanti Bandeira.

O termo "código" também não é algo novo na literatura de Umbanda, pois em 1953 o autor umbandista Emanuel Zespo escreveu um livro com o título "Codificação da Lei da Umbanda".

Onde o autor fala:

"Está quase tudo por ser feito.

Lutemos, pois, e comecemos pela Codificação.

Comecemos pela Codificação na parte Cientifica e na parte Ritualística...

Este trabalhinho a que denominamos "Codificação da lei de Umbanda" – Parte Científica – não é um livro grande como esperavam muitos...

Pois isto bastava para lançar um pouco de luz sobre o que já está escrito por outros que nos antecederam: Waldemar Bento, Lourenço Braga, João de Freitas, Oliveira Magno e tantos outros.

Todas as obras destes autores fazem parte da CODIFICAÇÃO...

Assim, Cônscios de nossa pequenez, ora convidados por nossos guias, para escrever sobre CODIFICAÇÃO DA LEI DE UMBANDA NO BRASIL...

...já era tempo de estabelecer normas de conduta ao Umbandista...


Ainda está por vir o Paulo de Tarso da Umbanda... "

Cavalcanti Bandeira, em seu livro "O que é a Umbanda", apresenta um capitulo intitulado "Codificação da Umbanda" só para tratar do assunto.

Muitos outros também trataram do assunto, logo não é uma novidade. Rubens Saraceni têm um livro que traz o título citado "Código de Umbanda" (se fosse "O Código da Umbanda" poderíamos pensar que o autor teria a intenção de codificar a religião, mas é apenas um despretensioso "Código de Umbanda"). Ainda assim faço ressaltar que "Código de Umbanda" é um conjunto de quatro livros que abordam: Doutrina, Magia, Teogonia e a Ciência Divina.

Ao ler este livro (agora publicado pela Editora Madras) vemos que são textos que abordam conceitos de Umbanda dentro dos quatro temas citados.
No mesmo livro há um capitulo só para esclarecer sobre a origem do vocábulo "Umbanda"

O terceiro (e último até então) congresso de Umbanda aconteceu em 1973, presidido por Cavalcanti Bandeira.

O termo "código" também não é algo novo na literatura de Umbanda, pois em 1953 o autor umbandista Emanuel Zespo escreveu um livro com o título "Codificação da Lei da Umbanda".

Onde o autor fala:

"Está quase tudo por ser feito.

Lutemos, pois, e comecemos pela Codificação.

Comecemos pela Codificação na parte Cientifica e na parte Ritualística...

Este trabalhinho a que denominamos "Codificação da lei de Umbanda" – Parte Científica – não é um livro grande como esperavam muitos...

Pois isto bastava para lançar um pouco de luz sobre o que já está escrito por outros que nos antecederam: Waldemar Bento, Lourenço Braga, João de Freitas, Oliveira Magno e tantos outros.

Todas as obras destes autores fazem parte da CODIFICAÇÃO...

Assim, Cônscios de nossa pequenez, ora convidados por nossos guias, para escrever sobre CODIFICAÇÃO DA LEI DE UMBANDA NO BRASIL...

...já era tempo de estabelecer normas de conduta ao Umbandista...

Ainda está por vir o Paulo de Tarso da Umbanda... "

Cavalcanti Bandeira, em seu livro "O que é a Umbanda", apresenta um capitulo intitulado "Codificação da Umbanda" só para tratar do assunto.

Muitos outros também trataram do assunto, logo não é uma novidade. Rubens Saraceni têm um livro que traz o título citado "Código de Umbanda" (se fosse "O Código da Umbanda" poderíamos pensar que o autor teria a intenção de codificar a religião, mas é apenas um despretensioso "Código de Umbanda"). Ainda assim faço ressaltar que "Código de Umbanda" é um conjunto de quatro livros que abordam: Doutrina, Magia, Teogonia e a Ciência Divina.

Ao ler este livro (agora publicado pela Editora Madras) vemos que são textos que abordam conceitos de Umbanda dentro dos quatro temas citados.
Entre os mais de 40 livros já publicados pelo autor, na intenção do astral (já que em sua maioria são livros psicografados) de apresentar um material sobre a religião, em momento algum Rubens Saraceni se arvorou em codificar a religião no sentido expresso de padronizar o culto ou coisa parecida.

Conhecendo-o desde 1995, época que meu trabalho prático de Umbanda divergia do praticado por ele, Rubens Saraceni nunca se manifestou no sentido de dizer ou ensinar como deveria ser o trabalho prático. Em vez disso, sempre afirmou: "Ouça seus guias. Eles sabem o que estão fazendo!" A partir daí surgiu uma grande amizade e afinidade no pensar e estudar a Umbanda. Nessa época ele já tinha psicografado mais de 60 livros, e após 1995 começaram nossos estudos da Teologia de Umbanda.

Energia Viva e Divina

Gostaria de citar uma passagem do livro "Umbanda – O Ritual do Culto a Natureza" publicado em 1995 pela Editora New Transcendentalis, primeira edição, página 10:

"... a Umbanda traz em si energia divina viva e atuante à qual nos sintonizamos a partir de nossas vibrações mentais, racionais e emocionais, energias estas que se amoldam segundo nosso entendimento do mundo."

Este mesmo livro foi reeditado pela Editora Madras em 2001 de forma Ampliada e revisada, recebendo o titulo de: "Umbanda Sagrada – Religião, Ciência, Magia e Mistérios" onde o próprio autor nesta edição de faz ressaltar o que já havia psicografado em 1995.

Este texto exprime uma visão que já vem sendo aplicada na prática, há mais de 10 anos, por Rubens Saraceni no ensino da Teologia de Umbanda Sagrada, e desde 1999 pelo Colégio de Umbanda Sagrada "Pai Benedito de Aruanda".

Não podemos deixar de citar entre os que lutaram pela União na Umbanda Benjamim Figueiredo, que fundou a Tenda Mirim em 1924 por ordem do Caboclo Mirim, que viria a criar o Primado de Umbanda uma das maiores expressões da Umbanda, se não a maior em seu tempo.

Benjamim também foi o idealizador da Umbanda Iniciática, com segmento dividido em 7 graus de iniciação, formando assim também a Ordem do Cruzeiro Divino para aqueles que alcançavam o 7° grau de cabeças de Morubichaba.

Essa foi uma "codificação localizada" a seus "filiados" do Primado de Umbanda. Benjamim também escreveu um livro chamado "Okê Caboclo".

Lutaram pela união muitos que estiveram à frente de tantas federações e órgãos de Umbanda, muitos já desencarnados, outros até famosos e muito conhecidos como o saudoso Pai Jaú, que nada deixou de escrito, mas que marcou nossa religião profundamente por sua determinação.

É natural que muitos expressem o que é a religião na tentativa de apresentar sua liturgia de forma organizada, nem sempre na busca de uma Codificação, mas sim de uma normatização, procurando normas que sejam aceitas por todos e que, sem mexer com o ritual que cada um já realiza, passar mais informações para que a Umbanda seja vista e expressada como religião.

A primeira publicação umbandista, "O Espiritismo, a Magia e as Sete Linhas de Umbanda", surgiu tardia em 1933 por Leal de Souza , então médium que se desenvolveu com Zélio de Moraes e assumiu uma das tendas fundada pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, Tenda Nossa Senhora da Conceição.

Após o primeiro congresso, em 1941, surgiram muitos autores de livros umbandistas de boa qualidade, faço questão de citar os que chegaram até mim, como:

João de Freitas (Umbanda-1941)
Lourenço Braga (Umbanda e Quimbanda-1942
Trabalhos de Umbanda ou Magia Prática-1950)
Oliveira Magno (A Umbanda Esotérica e Iniciática-1950
Ritual Prático de Umbanda-1953, Umbanda e Ocultismo-1952
Adivinhe o Futuro na Bola de Cristal, Práticas de Umbanda-1951)
Silvio Pereira Maciel (Umbanda Mista,Alquimia de Umbanda-1950)
Byron Torres (Doutrina e Ritual de Umbanda-1951
As Mirongas da Umbanda, Camba de Umbanda)
Tancredo da Silva Pinto (Doutrina e Ritual de Umbanda-1951, As Mirongas da Umbanda,Camba de Umbanda, A Origem de Umbanda)
Aluizio Fontenele (A Umbamda Através dos Séculos-1952, Exu-1952, O Espiritismo no Conceito das Religiões e a Lei de Umbanda-1952)
Jõao Varela(Orixá e Obrigações, Manual do Filho de Santo,Ervas Sagradas na Umbanda)
Benjamim Figueiredo ( Okê Caboclo)
Jota Alves de Oliveira(Magias da Umbanda)
Alfredo de Alcântara(Umbanda em Julgamento-1949)
Emanuel Zespo (Codificação da Lei de Umbanda-1953)
Samuel Ponze (Lições de Umbanda- 1954)
Florisbela Maria de Souza ( Umbanda- Caboclos,Pretos,Crianças ,Sereias-1949,Umbanda Para os Médiuns- 1958. Obras psicografadas)
Leopoldo Betiol (O Batuque na Umbanda-1963)
Decelso(Umbanda de Caboclos-1970)
Omulubá entre outros.

Emanuel Zespo em 1953 cita uma lista de livros que ele considera importante no seu livro "Codificação da Lei de Umbanda", a lista está abaixo e prova que a Codificação dele também era algo aberto, pois as palavras dele são:
"Ao principiante, recomendamos a leitura das seguintes obras:


A Magia no Brasil - Waldemar Bento
Umbanda e Quinbanda - Lourenço Braga
Trabalhos de Umbanda
Mistérios da Magia
Ritual de Umbanda - Benedito Ramos
Umbanda - João de Freitas
Umbanda - Florisbela M.S.F.
Aímoré, Urutatão, Iara - Heraldo Menezes
Ogum, Xangô - Ogossi Nabeji
Alquimia de Umbanda - C.F. Urubathan
Umbanda Mista – Silvio Pereira M.
A Umbanda e seus Complexos - Oliveira Magno
Umbanda e Ocultismo -
Magia Pratica Sexual -
Umbanda Esotérica e Iniciativa -
Umbanda Sagrada e Divina - Paulo Gomes
O culto de Umbanda em face da Lei - vários autores
O que é Umbanda - Emmanuel Zespo
Lei de Umbanda
Ley de Umbanda - Ab´d Ruanda
Lições de Umbanda - Samuel Ponze
Ritual prático de Umbanda - Oliveira Magno
Camba de Umbanda - Byron e Tancredo
Mirongas de Umbanda -
Doutrina e Ritual de Umbanda

Todos estes autores trabalharam muito nos primórdios da Umbanda com a mesma iniciativa: esclarecer, unir, normatizar e, alguns, até codificar, pois como vimos este foi um dos objetivos do primeiro congresso de Umbanda.

Em 1956 aparece um "novo" autor de Umbanda, pois muitos já vinham escrevendo. Surge W.W. da Matta e Silva com o seu "Umbanda de Todos Nós", na intenção de apresentar a Umbanda. Este é um livro bibliográfico, fruto de pesquisas, que visa mostrar a religião, a ciência, a arte e a filosofia, com material muito próximo ao que vinha sendo estudado no Primado de Umbanda (lembrando da tese do AUM BHANDÃ que veio da Tenda Mirim para o primeiro congresso e anos após foi publicada pelo nosso irmão Da Matta).

Da Matta apresentou a Umbanda da forma como a enxergava e trabalhava. O que é uma visão particular visível em sua postura observada em passagens de sua obra, onde vemos como exemplo o autor citando as entidades Maria Padilha, Maria das Sete Saias e Zé Pelintra, Catimbozeiro e Mestre da Jurema que segundo o autor não fazem parte da Umbanda nem devem se manifestar nela, assim como os baianos, boiadeiros, marinheiros ou ciganos. Nesta visão do autor a Umbanda deveria manifestar apenas Caboclos, Pretos Velhos e Crianças na direita; Exu e Pomba Gira na esquerda. De certa forma isso é um dogmatismo, uma Codificação restrita a seus seguidores e simpatizantes. Lembrando que o próprio Da Matta, e alguns de seus discípulos, identificou a "sua umbanda" ou a "Umbanda de Todos Nós" como "Umbanda Esotérica e Iniciática". O que também não foi novidade pois a origem desta forma de se praticar Umbanda está no Primado de Umbanda na Figura de Benjamim Figueiredo e o assunto já havia sido abordado em uma publicação de Oliveira Magno em 1950, o livro intitulado "A Umbanda Esotérica e Iniciática".

Esta é uma segmentação dentro da própria Umbanda, Da Matta também teve discípulos, que publicaram obras nas quais podemos detectar a mesma postura, que traz de forma implícita e subentendida, cada um à sua maneira, o "Dogmatismo e Codificação".

Alguns mudaram de idéia no caminho, só que não é possível apagar o que já foi escrito (como por exemplo um cidadão que alcançou um cargo de envergadura nacional e disse: "Esqueçam tudo o que eu escrevi").

Como esquecer? Afinal nós lemos, eu li e espero que todos leiam também, livros e livros, sem contudo esquecer que a essência de nosso trabalho está na prática da Umbanda, definida assim pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas: "Umbanda é a manifestação do espírito para a caridade".

A Umbanda é simples, sua prática é simples, basta deixar que os guias trabalhem. Apenas uma coisa é certa: "teoria sem obras é estéril". Portanto, estudem e não deixem de trabalhar; estudem mas não usem este estudo para complicar o que já funciona de forma simples ou para questionar quem não teve a mesma oportunidade de estudar, mas tem a garra e a coragem para ajudar o próximo por meio dos espíritos militantes na Umbanda.

A Umbanda não têm um mártir. Têm sim muitos lutadores abnegados e anônimos, a exemplo dos nossos guias que usam nomes de linhas e falanges para ocultar sua personalidade e valorizar a religião em si. Se precisarmos de um nome ou dois, que sejam Caboclo das Sete Encruzilhadas e Zélio de Moraes. Historicamente temos muitos, mas ainda ninguém tão aclamado e unânime quanto Chico Xavier no Kardecismo. Com certeza teremos, mas até lá temos apenas médiuns de Umbanda.

Gostaria de citar ainda entre os trabalhadores encarnados mais velhos aqui de São Paulo e que estão à frente das duas Federações mais antigas e atuantes na capital e no estado:

Pai Ronaldo Linares presidente da FUGABC – Federação Umbandista do Grande ABC e responsável pelo Santuário Nacional da Umbanda em São Bernardo e Pai Jamil Rachid presidente da União de Tendas de Umbanda e Candomblé e responsável pelo Vale dos Orixás em Juquitiba.

Em entrevista à Revista Espiritual de Umbanda, e ao ser questionada quanto a sua posição de filha do fundador da Umbanda, Zilméia de Moraes (filha de Zélio de Moraes e até o dia de hoje dirigente da primeira Tenda de Umbanda, a Tenda Nossa Senhora da Piedade) respondeu: "sou apenas uma médium como todos. A diferença é que tenho a responsabilidade de dirigir a Tenda".

É isso que nós somos: apenas médiuns que têm na Umbanda a nossa vida e missão. Quanto ao resto, temos os próximos séculos para observar, pois só o futuro nos trará mais respostas.

E para finalizar gostaria de colocar duas frases que aprendi com os guias e mentores de Umbanda e desde o ano de 2000 venho usando para dar inicio a cada turma de Teologia de Umbanda onde chegam médiuns de muitos terreiros diferentes:

"Somos diferentes na Forma e iguais na essência, a essência é a Umbanda.

Nossa religião é como um copo de água onde a água é a Umbanda e o copo é a forma como bebemos esta essência – Alexandre Cumino"


**** Postados por João Luiz
RETIRADO DA COMUNIDADE UMBANDA POR AMOR
LINK DO TÓPICO:
http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=2034004&tid=2508382231591509792&na=1&nst=1


***O Texto abaixo foi publicado pela revista Guardiões da Luz numero 02, graças ao esforço da Federação Guardiões da Luz na pessoa de seu Presidente Nelson Pires e equipe.
Aproveito para mandar um abraço a todos e recomendar o site www.guardioesdaluz.com.br onde a revista pode ser baixada por download gratuito, Alexandre Cumino


Umbanda é Universalismo Prático

Por Alexandre Cumino

Estes dias estava conversando com um amigo, Alfonso Odriozola na TV Espiritualista (www.tvespiritualista.com.br) e ele me dizia a respeito de um convite que recebeu para visitar uma reunião Kardecista onde foi questionado quanto a sua religião, ao que respondeu de pronto: “_Sou Umbandista” Alguns dos participantes se espantaram com “tamanha franqueza”, pois a maioria dos Umbandistas costumam se dizer espíritas ou espiritualistas e quiseram saber mais sobre a Umbanda. Ao que o amigo citado respondeu: “A Umbanda é a religião mais universalista que existe, na mesma gira ou trabalho espiritual você vê o espírito de um índio trabalhando ao lado de um negro africano, vemos ainda na mesma Umbanda espíritos de ciganos e também de árabes, hindus, marroquinos no que é chamado de linha do oriente, por isso a Umbanda é tão universalista, são povos de várias raças e culturas diferentes em uma mesma causa”

Assim me contou o Alfonso, que o amigo então dirigente dos trabalhos lhe disse: “Temos muito que aprender com a Umbanda”.
Todos nós temos muito que aprender uns com os outros, pouco temos a aprender com o igual e muito temos a aprender com o diferente, seja de outra religião ou cultura.
Quando meu amigo e irmão na fé Nelson Pires me convidou para escrever aqui na revista disse-me: “_ É uma revista aberta, não é segmentada, podemos falar de muitos assuntos que tenham a ver com a espiritualidade” Por ser umbandista, perguntei: “Posso escrever sobre a Umbanda” ao que ele respondeu: “_Claro, pode falar sobre o que você quiser o espaço é seu” o que muito me honra pela confiança depositada.
E estes dias tenho pensado muito nas palavras do outro amigo que contando um acontecimento me clareou algo que devemos falar mais O Universalismo que é um caminho, que o diga nosso outro amigo Wagner Borges (www.ippb.org.br) que sempre nos diz: “Podemos e devemos pegar o que cada religião tem de bom e descartar que não presta” A Umbanda além de ser universalista é também um pouco de cada religião, nós somos um pouco de cada experiência que já tivemos em cada encarnação, os espíritos que militam na Umbanda como guias e mentores sabem que a cada religião muda nossas crenças, muda nossa cultura, nossos hábitos e costumes, podemos encarnar como negros, brancos, amarelos ou vermelhos não importa “somos seres espirituais tendo uma experiência material e não o contrário”. Somos espíritos apenas espíritos o que nos coloca acima da carne que nos diferencia por isso a Umbanda é universalista, pois além de reconhecer esta transitoriedade exercia a presença dos diversos em suas várias linhas ou falanges de espíritos em atuação. Assim aprendemos a sabedoria do preto velho, a tenacidade do caboclo, a pureza da criança, o amor e alegria que os ciganos têm pela vida, o equilíbrio dos marinheiros, a destreza dos boiadeiros, a astúcia descontraída dos baianos e a lei de ação e reação vivida diariamente na pele de um guardião (exu) ou de uma guardiã (Pomba Gira). E ainda assim é pouco para falar de Umbanda, pois nem começamos a falar do Culto aos Orixás que em muito lembra o culto as divindades hindus, gregas, romanas, persas, maias, astecas, egípcias, etc...
Já dizia Caboclo Mirim: “Umbanda é a escola da Vida” e completo eu “Somos nós Eternos Aprendizes de Umbanda, Eternos Aprendizes da Vida”.
A Umbanda é uma religião Brasileira que surgiu no dia 15 de Novembro de 1908 através da manifestação mediúnica em um jovem rapaz, de então 17 anos, dentro da recém fundada Federação Espírita de Niterói, onde um espírito se manifestou como seu mentor dando o nome de Caboclo das Sete Encruzilhadas e no mesmo dia reconheceu ter sido o Clérigo Gabriel de Malagrida em outra encarnação, mais aprendizado que isto um índio que foi sacerdote cristão em outra encarnação e ainda se lembra perfeitamente.
O objetivo do universalismo é este, vai além do ecumenismo, vai além de respeitar e conviver pacificamente, vai de encontro aos ensinamentos que o diferente tem a nos passar até que ele e eu somos UM de verdade, todos na Banda do Um, na Um Banda, o Um é nosso Criador e a Banda somos todos nós.
O dia que entendermos que o próximo somos nós mesmos aprenderemos a Amar o próximo como a nós mesmos, porque ele e nós somos UM.
Este é o caminho, este é o futuro das religiões, pois pessoas cada vez mais informadas não aceitam ter suas vidas ditadas por dogmas, regras ou tabus e o pré conceito cada vez cai mais por terra à medida que vamos nos esclarecendo e este é o nosso papel.
Portanto saudações ao Universalismo, saudações à Umbanda que é Universalista por natureza e não por imposição.

Um grande abraço à todos Alexandre Cumino

***Textos postados pelo Guardião na Comunidade Povo de Aruanda

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