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quarta-feira, 28 de março de 2007

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Xangô é o Orixá da justiça, da retidão, do equilíbrio e determinação. Filho de Iemanjá.

Seu habitat é o alto das pedreiras. É o Orixá que guarda o Livro Sagrado que contém as leis e ensinamentos que lhe dão o poder de decidir incontestavelmente sobre o bem e o mal. É o Orixá que controla todas as forças naturais por intermédio dos astros.

É o Orixá do raio, do trovão, do fogo que sai da terra – o vulcão e as descargas elétricas. O raio é uma das suas armas, que ele envia como castigo. Uma casa atingida por um raio é sinal de descontentamento de Xangô com algum de seus moradores, que deve fazer oferendas ao Orixá a fim de acalma-lo. Xangô abomina os mentirosos, os ladrões e os bandidos.

Recorrem a ajuda de Xangô os injustiçados e os aflitos, tanto fisicamente como espiritualmente.

Xangô é considerado o patrono da dinastia humana, pai gerador que fecunda todas as manifestações do principio feminino. A força de Xangô está associada principalmente a firmeza da rocha: duro e estável.

O fogo simboliza a força dos instintos de conservação e poder tanto quanto do instinto sexual. A cor marrom associada a Xangô ativa o chacra sexual e elemento terra, no sentido de “manter os pés no chão”.

Um dos símbolos do Orixá Xangô é o machado de duas lâminas (ooxé), representando o equilíbrio e a imparcialidade no veredicto de um processo onde tudo é pesado.

Ao “incorporar” em seus Filhos, Xangô cruza os braços sobre o peito em sinal de ordem, fazendo valer seus conceitos de autoridade e justiça.

Os filhos de Xangô teriam como ponto fraco a sensualidade devastadora e o prazer. Possuem uma forte dose de energia e auto estima , uma consciência que são importantes, que são dignos de respeito e que sua opinião sobre qualquer tema será decisiva. Não confundir essas manifestações com megalomania (mania de grandeza) ainda mais porque a energia magnética dessas pessoas costumam conseguir, de seus interlocutores, pelo menos parte dessa autoridade a que se reservam.

Importante: só deve-se pedir justiça a Xangô, quando temos a certeza de ser merecedor da mesma, pois Ele sempre dará a justiça a quem for de direito.

Seu dia festivo é setembro (Xangô Agodô).

Seu dia da semana é a quarta-feira.

Para agradar Xangô leva-se a uma pedreira: quiabos, feijão fradinho, flores amarelas, palmas vermelhas, caqui, fruta-do-conde, melancia e cerveja preta amarga.


CIGANO DAS ALMAS


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OUTRO TEXTO:

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O GRANDE AMOROSO

Xangô é um deus ctoniano e, portanto, itifálico. De início, vêmo-lo como divindade hermafrodita. Muitas efígies suas na África – imagens de madeira, tendo no alto da cabeça, destacado, o machado bifronte – mostram, também em destaque, os seios volumosos. E mesmo no Brasil, no sincretismo católico, Xangô é às vezes identificado com Santa Bárbara. Aos poucos, porém, ele vai se afirmando em sua orgulhosa virilidade. Altivo e dominador, elegante e cheio de sedução, usa cabelos encaracolados, brincos de argolas metálicas, colares e pulseiras.
Numa lenda contada por João do Rio, andava Xangô pelas aldeias, de tribo em tribo, apoderando-se das mulheres alheias. Encontrando a velha Olobá, Xangõ agarrou-a à força e depois foi com ela viver, numa cama feita de olentes folhas de manjericão. Até que, cansado da velha, Xangô fugiu. Mas Olobá pertencia à família dos orixás, era avó de Oxun. Por isso Xangô teve de enfrentar perigos incontáveis – um inimigo em cada canto, uma guerra em cada tribo, uma serpente em cada moita. Refugiou-se, por fim, no palácio da rainha Oxun, comparedes de cristal líquido e colossais repuxos de cores estranhas. Após inúmeras peripécias, Xangô consegue livrar-se dos seus inimigos e da velha Olobá. Triunfalmente, ele se atira nos braços da rainha. “Uma nuvem gigantesca encheu os céus, as árvores partiram-se e, ao clangor dos trovões, toda a terra se embebeu sequiosa no temporal”. Do enlace de Xangô e Oxun nasce a chuva benfazeja.

HETEROMORFIA E SINCRETISMO

Xangô é identificado com São Jerônimo, o erudito doutor da Igreja latina e, excepcionalmente, com Santa Bárbara.
No cancomblé, usa saiote e calça, coroa de cobre, metal precioso em Iorubá, braceletes e colares de cauris ou búzios.
Xangô-Airá, velho e alquebrado, veste-se de branco com barras vermelhas. Não come aceite, pois tem pacto com Oxalá. Identificado com SãoPedro. Forma cada vez mais rara nos candomblés.
Xangô de Ouro, um adolescente vestido de cores variadas, é São João Menino. Não “desce” mais, porque deixaram de ser encontradas as ervas necessárias, nos ritos de iniciação, para a “entrada na cabeça” desse orixá. Um Xangô banido pela destruição ecológica.
Xangô Ogodô dança com um ochê em cada mão e o próprio nome é referência ao machado duplo, pois ogodô significa “que corta dos dois lados”.
Em Recife cultuam dois Xangôs principais: Xangô-Velho, identificado com São Jerônimo, cuja festa é a 30 de setembro, e Xangô-Moço (Ani-Xangô), sincretizado com Saõ João e celebrado a 24 de junho. Dos seus símbolos e insígnias, o machado duplo ou “muleta” e o pilão são conservados no peji, de onde podem sair em determinados rituais. Jamais é retirado, no entanto, o”corisco” ou itá ou otá (pedra-do-raio), que permanece guardado num alguidar (oberá). Xangô é tão popular em Pernambuco, que o nome passou a designar terreiros e, ainda mais extensamente, todas as seitas afro-brasileiras.
Entre as várias formas de Xangô citam Xangô Dadá, em Porto Alegre identificado com São João Batista e que no seu dia, 24 de junho, não “baixa” porque, com a queima de fogos que o festejam, ele iria incendiar o mundo.
Na realidade, Dadá é o irmão mais velho de Xangô, que abdicou em seu favor, quando de Oyá. Dadá dança coroado com o adé-de-banhami ou corão de Dadá, um capacete vermelho, todo ornamentado de cauris e de cujas bordas pendem fios também cobertos de búzios. Quando Dadá se manifesta num candomblé, logo baixo um Xangô, que tira o adé-de-banhami e coloca na própria cabeça. Após dançar algum tempo com essa coroa de Dadá, Xangô acaba por devolvê-la, num símbolo da restituição, após sete anos, do reino de Oyó, que estava em poder de Xangô.


Xangô o Zeus iorubano é conhecido também (dependendo da nação) como : Xangô (nagôs), Sobô, Sogbo (jejes), Badé, Quevioçô (fanti-ashanti), Conucon (tapa), Abaçucá (agrôno), Zaze, Cambãranguange ou Kubuco (bantos). Ele foi marido de três iyabás que foram rios africanos: Oiá (Niger), Oxun e Obá. (segundo Pierre Fatumbi Verger) – no livro Orixás.

Sua saudação – Kaô kabiecí! – significa "Venham ver o Rei!"

Xangô dança brandindo seu machado duplo e, quando o ritmo se acelera, faz o gesto de atirar pedras-do-raio imaginárias, tiradas do labá, uma bolsa decorada que ele leva a tiracolo.

Numa festa de Xangô, por vezes, os que estão possuídos pelo Orixá ingerem pedaços de algodão embebidos em azeite-de-dendê, que se incendeia, proeza que presenciamos algumas vezes no terreiro do pai-de-santo Júlio Estaves, em Olinda,RJ (Conta Pierre Verger, no livro citado). Esse algodão incandescente – o acará – serve para provar que o Orixá está presente e, portanto, não há simulação.

MITO

XANGÔ RECONDUZ OXALUFÃ AO REINO DE OXAGUIÃ

Mito famoso é aquele em que Oxalufã (Oxalufã, é o Oxalá velho) vai ao reino de Oyó, em visita a Xangô. Confundido com um ladrão pelos súditos do rei, Oxalá velho tem as pernas e os braços quebrados, permanecendo sete anos na prisão. Sobrevêm por isso várias desgraças, que levam Xangô a descobrir a causa e reparar a injustiça cometida. Xangô carrega Oxalufã até o seu reino de Infá, de onde partira sete anos atrás.

Esse mito etiológico explica a origem do odô e o porquê das duas cores de Xangô: além do vermelho, como senhor do fogo, recebeu também o branco, como recompensa por haver carregado Oxalufã, o Oxalá velho, orixá da alvura e da pureza.

O OBÔ – milho branco cozido, sem sal, a que algumas tribos africanas juntam limo-da-costa (ouri) – o Obô foi o prato de sustentação no banquete de Oxaguiã, festejando o regresso do seu velho pai, Oxaguiã. E é no pilão de Xangô (odô) que é triturado esse milho ritual, na cerimônia das águas de Oxalá.


EDUN ARÁ, A PEDRA-DO-RAIO

As pedras-do-raio – edun ará dos iorubanos – são fetiches de Xangô, imantados com a força da divindade.

Acredita-se que essa pedra-do-raio, também chamada pedra-de-santa-bárbara, cai do céu durante as tempestades, conduzida pelas faíscas elétricas, penetrando no chão a uma profundidade de sete braças e só subindo à superfície após sete anos.

Quem consegue encontrar uma dessas pedras terá em mãos talismã dos mais valiosos, que proporciona todas as venturas.

As pedras-do-raio são, na realidade, achados arquológicos da era neolítica – machados, martelos e fragmentos de artefatos de pedra polida, aos quais se atribuía uma origem meteorológica.

Divindade dos meteoritos, na litolatria de Xangô, observou Nina Rodrigues, "se confendem os casos de adoração dos penhacos e grandes pedras dos campos e estradas".


XANGÔ, O ZEUS YORUBANO

(Nota: Série de Palestras feitas pela Astróloga Maria Luiza Andrade)

XANGÔ é o senhor da justiça e lançador de raios e meteoritos, tal como ZEUS ou JÚPITER.

O símbolo a ele associado é o de dois martelos (os juizes na sociedade ocidental, também usam o martelo nas suas decisões, no tribunal), que mostram seu poder de determinar o que é certo e o que é errado e sua disposição inabalavelmente imparcial, visando, acima de tudo, a verdade. É uma figura sólida, tanto por esse papel como pelo elemento que a ele é associado: a pedra. Também a ele pertencem os raios, que, segundo as lendas, só atingem os que forem considerados por Xangô. Esta é a imagem a ele associada, onde se destacam também certa vaidade e elegância e uma grande consciência de si próprio. Seus filhos possuem a força magnética dos que sentem que têm poder sobre os outros – e geralmente alcançam o que querem.
Suas cores, no candomblé são o vermelho e o branco e seu dia a quarta-feira. O Xangô umbandista tem suas cores no marrom e amarelo-ouro, bebe cerveja preta e tem sua morada e o seu altar na rocha, de preferência onde haja também uma cachoeira.
Na astrologia, Xangô tem relação com o elemento FOGO ou com planetas e Casas desse elemento – Marte e Júpiter e o Sol e Casas I (Marte/Áries), Casa V (Sol-Leão) e Casa IX (Júpiter-Sagitário).

XANGÔ é autoritário, o dono da última palavra (como são os jupiterianos, em geral), capaz de dar socos na mesa para dramatizar sua expressão e exibir força física e arrogância. É sensual, majestoso, sólido, líder, difícil de ser derrubado. Seu ponto fraco é o coração, o que nos levaria a relacioná-lo a JUPITER e SAGITÁRIO.
Os filhos de XANGÔ são pessoas totalmente voltadas para a sexualidade e o egocentrismo. A parte negativa está na crueldade, injustiça, alienação, violência e orgulho desmedido, além da ambição cega.

Assim como Zeus no Olimpo, o elemento de XANGÔ são as pedras, os raios; é o Senhor da Força e da Justiça. Por ser a força, XANGÔ é considerado dentro do OBÁ como rei
XANGÔ rege, portanto, os signos de LEÃO e SAGITÁRIO. Autoritário, dominador, é um líder nato, um guerreiro difícil de ser derrotado, características dos nativos de Leão. Simboliza ainda a lei e a justiça, atributos de Júpiter. É sociável e aproveita o melhor da vida, o que o associa ao signo de Sagitário. Corresponde a Júpiter.

Os dias do ano em que é festejado: 25 de janeiro (Dia de São Paulo Apóstolo), 29 de junho (Badé)=Dia de São Pedro);dia 19 de março (Alafin=Dia de São José);dia 24 de junho (Afonjá= São João) e é claro, o dia 30 de setembro(Agodô=São Jerônimo). São-lhe sacrificados: carneiro, galo, cágado (ajapá). Sua comida é um caruru especial (amalá).

Atributos de Xangô: o machado duplo(oxê)e a pedra-do-raio (edun ará).
De acordo com a nação, Xangô recebe os seguintes nomes: Xangô(nagôs), Sobô, sogbo (jejes), Badé, Quevioçô (fanti-ashanti), Vonucon (tapa), Abaçucá (agrôno), Zaze, Cambãranguange ou Kibuco (bantos).

XANGÔ é associado ao deus grego ZEUS ou JÚPITER que, segundo dizem os poetas, é o pai dos deuses e dos homens, reinando no Olimpo, e com um movimento de sua cabeça, agitava o Universo.

Após uma batalha para destronar seu pai, e auxiliado por seu irmão NETUNO e PLUTÃO, JÚPITER recebeu dos Ciclopes (Titãs encarcerados no Tártaro, por ordem de seu pai Saturno) o trovão, o relâmpago e o raio; um capacete foi dado a Plutão e a Netuno um tridente. Com essas armas, os três irmãos venceram Saturno, expulsaram-no do trono e da sociedade dos deuses.

Depois do destronamento de Saturno, JÚPITER e seus irmãos repartiram os domínios daquele. A Júpiter coube a parte dos céus; a Netuno, o Oceano e a Plutão, os reinos da morte. A Terra e o Olimpo eram propriedades comum – Júpiter era o rei dos deuses e dos homens. O raio era sua arma e carregava um escudo chamado égide, feito para ele por Vulcano. A águia era sua ave favorita. Juno (Hera) foi sua esposa e era a rainha dos deuses. Íris, a deusa do arco-íris, era sua donzela e mensageira. O pavão real era seu pássaro favorito.

Na astronomia, assim como vemos no estudo do Orixá XANGÔ, e no deus Zeus, Júpiter é o maior planeta, capaz até de projetar sombra na Terra.

Segundo o mito, Júpiter é o pai Abraão, Brahma, Jeovah. O Sol é o poder espiritual e Júpiter é o pode temporal. Para os egípcios, era AMON, deus de Tebas, no Alto Egito.

O deus invisível que animava todas as coisas e acompanhava as guerra imperiais; o intrépido e insensato, mas o corajoso.

Os nomes Abraão e Brahma derivam do sânscrito e significam: luz.

Na Índia era também Vishnu, o preservador. Para os gregos era ZEUS, o grande deus que reinava no Olimpo, a montanha sagrada. Carregava um raio em sua mão e era o Todo-Poderoso, o onipotente. Mas um deus acessível, com defeitos humanos como a luxuria, e o furor. Teve vários amores e filhos. Seus atributos também eram a chuva, as nuvens, os raios e os trovões. Presidia toda a família divina.

SAGITÁRIO, signo regido pelo planeta Júpiter, mostra características de seus filhos, tão semelhantes as dos filhos de Xangô, com um temperamento ativo, expansivo e egocêntrico, são pessoas desprendidas, generosas, enérgicas e combativas; possuem um temperamento impulsivo, ambicionam posição e poder, além de serem caridosos com os infelizes e oprimidos.


Quem tem a proteção de Xangô sabe: não há nada nem ninguém que destrua um filho
desse orixá. Podem até conseguir levá-lo ao fundo do abismo, mas depois de algum
tempo ele renasce com mais vigor e volta a enfrentar o mundo de peito aberto. Sem
medo. Essa é uma característica herdada do pai, Xangô, entidade mais forte do
Candomblé brasileiro. São dele a força, o poder e a capacidade de fazer e desfazer
todas as coisas. Mas ele não age sem uma boa razão: Xangô tem um senso de justiça
muito acentuado. Exige exclusividade, mas nunca consegue resistir a uma
aventurazinha. Segue os passos do pai, marido de muitas esposas, das quais as
prediletas são a dengosa Oxum e a guerreira Iansã - esta, a parceira ideal, pois o
acompanha a todas as frentes de batalha, luta sempre ao seu lado, ajudando-o a
derrotar os inimigos.

São essas as características que os filhos de Xangô exigem dos parceiros.

Ousados e cheios de iniciativa, quando se apaixonam, fazem o impossível para conquistar o ser amado. São diretos, sem rodeios, vão logo ao que interessa.
Atrevidísssimos, não descansam enquanto não conseguem o que querem. E adoram variar
as relações amorosas.

Xangô é o próprio Fogo, energia inesgotável, devastadora. Ninguém fica imune ou indiferente à sua passagem. Não há como ignorar a pompa e a altivez desse integrante
da alta aristocracia africana que um dia, encurralado pelas lutas em torno do poder,
acabou se suicidando em plena selva. Preferiu a morte a perder a dignidade. Além disso, Xangô nunca suportou disputas pelo poder.

Tem consciência de que só ele possui as qualidades necessárias para exercê-lo com
vigor e justiça. Porque não conhece o significado das palavras obediência, submissão
e medo.

Valente e protetor, ele foi rei de Oió, e fundou uma dinastia de heróis lutadores.

Orixá da Justiça e do Fogo, Xangô é o quarto Alafin de Oió, e viveu em 1450 A.C.,
destacando-se pela sua valentia e liderança. Foi marido de Oxum, Obá e Oiá (Iansã).

Ele é filho de Oranyian, e tem Yamasse como sua mãe. Castiga mentirosos, infratores e ladrões. Por isso a morte pelo raio é considerada infamante, assim como uma casa atingida por uma descarga elétrica é tida como marcada pela ira de Xangô.

O xeré é um chocalho feito de cabaça alongada, que quando agitado lembra o barulho da chuva. Ele é um dos símbolos de Xangô.

Garboso, Xangô é conhecido também como o "dono das mulheres", mas mesmo assim
frequentemente seus filhos do sexo masculino terminam a vida solitários. Um dos mais
populares Orixás do Novo Mundo (não somente no Brasil, mas também nas Antilhas), seu arquétipo pode ser resumido assim: pessoa voluntariosa, altiva, mas que não tolera ser contrariada. Geralmente, imbuída de um profundo sentido de justiça e sinceridade, sendo bem consciente de sua própria dignidade e valor.

Natureza: pedreiras, meteoros, minérios, tempestades, raios e trovões.
Metal: bronze
Pedra: Granada
Perfumes: Drakkar, Yves pur Homme, Brut Colegne.
Como usar: alternadamente, às quartas-feiras.
Talismã: fio de miçangas vermelhas e brancas.
Oferenda: papa de quiabo batida (ajobó), feita com as mãos, em azeite de
dendê, oferecida em pedreira, de preferência numa quarta-feira.
Dia: quarta-feira.
Cor: vermelho vibrante.

O culto a cada orixá tem rituais específicos e complexos, mas você pode obter a ajuda desses deuses da natureza também por meio de simpatias como a que mostra abaixo a Iá-quereré (mãe pequena) Mara Kiss Ivanicska, para livrar-se dos inimigos, homenageando Xangô:

" Pegue uma folha de papel branco virgem e escreva nele o nome das pessoas que sentam inveja de você ou que não lhe fazem justiça. Em seguida, enrole o papel e coloque-o num copo com água e sal grosso, dizendo:

"Xangô, que meus inimigos não me invejem, que a força deles seja quebrada e que eles de mim se esqueçam".

Sete dias depois, pegue o papel, seque-o, queime-o e espalhe as cinzas ao vento."

FONTE: http://www.mulhernatural.hpg.ig.com.br/trablux/xango.htm
Pesquisa efetuada por Pai Antonio D´Ogun

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OUTRO TEXTO:

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Xangô - O Rei da Justiça



Xa
= Senhor, dirigente

Angô
= Raio, fogo, alma

Xangô
= Senhor do Raio, Senhor das Almas ou Senhor Dirigente das Almas

São Jerônimo - Xângo Agodô = Rei da Cachoeira, Senhor da Justiça, Rei das Pedreiras, dos Raios e Trovões e das Forças da Natureza.

São Pedro - Xângo Agajô = Protetor das Almas que entram no céu.

São João Batista - Xangô Kaô = Protetor dos que sofrem injustiças, Senhor Chefe das Falanges do Oriente. (Ori=Cabeça) Rei da Cachoeira, Senhor da Justiça, Rei das Pedreiras, dos Raios e Trovões e das Forças da Natureza.

A finalidade principal desta linha é fazer caridade, implantando a justiça e os sentimentos que lhe são entregues. Sua essência é ígnea, manifesta-se nas montanhas rochosas, pedreiras e energiza a estabilidade constante vibrando na musculatura e na razão.

É cultuado nas montanhas e pedreiras e aceita como oferenda cerveja preta, vinho branco doce, melão, abacaxi, rabada de boi e é firmado com velas brancas e marrons. Simbolizado pela cor marrom e figurativamente pelo desenho de um machado com dois cortes. Irradia justiça e racionalidade, flui resignação, obediência e submissão e seu oposto é Iansã.

Xangô exerce uma influêcia muito forte em seu filho. Todos os Orixás, evidentemente, são justos e transmitem este sentimento aos seus filhos. Entretanto, em Xangô, a Justiça deixa de ser uma virtude, para passar uma obsessão, o que faz de seu filho um sofredor, principalmente porque o parâmetro da Justiça é o seu julgamento e não o da Justiça Divina, quase sempre diferente do nosso, muito terra. Esta análise é muito importante.

O filho de Xangô apresenta um tipo firme, enérgico, seguro e absolutamente austero. Sua fisionomia, mesmo a jovem, apresenta uma velhice precoce, sem lhe tirar, em absoluto, a beleza ou a alegria. Tem comportamento medido. É incapaz de dar um passo maior que a perna e todas as suas atitudes e resoluções baseiam-se na segurança e chão firme que gosta de pisar. É tímido no contato mas assume facilmente o poder do mando. É eterno conselheiro e não gosta de ser contrariado, podendo facilmente sair da serenidade para a violência, mas tudo medido, calculado e esquematizado. Acalma-se com a mesma facilidade quando sua opinião é aceita. Não guarda rancor. A discrição faz de seus vestuários um modelo tradicional.

Quando o filho de Xangô consegue equilibrar o seu senso de Justiça, transferindo o seu próprio julgamento para o Julgamento Divino, cuja sentença não nos é permitido conhecer, torna-se uma pessoa admirável. O medo de cometer injustiças muitas vezes retarda suas decisões, o que, ao contrário de lhe prejudicar, só lhe traz benefícios. O grande defeito dele é julgar os outros. Se aprender a dominar esta característica, torna-se um legítimo representante do Homem Velho, Senhor da Justiça, Rei da Pedreira. Por falar em pedreira, adora colecionar pedras.

Xangô era filho de Oranian, valoroso guerreiro, cujo corpo era branco à esquerda e preto à direita.

Xangô tinha um oxé - machado de duas lâminas; tinha também um saco de couro, pendurado no seu ombro esquerdo. Nele estavam os elementos do seu axé: aquilo que ele engolia para cuspir fogo e amedrontar seus adversários, e as pedras de raio com as quais ele destruia as casas de seus inimigos.

Assim que ficou adulto, Xangô partiu em busca de aventuras gloriosas. O primeiro lugar que Xangô visitou chamava-se Kossô. Ali chegando, todos de Kossô vieram lhe pedir clemência, gritando: “Kabiyesi Xangô, Kawo Kabiyesi Xangô Obá Kossô!” (vamos todos ver e saudar Xangô, o Rei de Kossô!).

Assim ele pôs-se à obra; realizava trabalhos úteis à comunidade e fazia as coisas com alma e dignidade. Mas esta vida calma não convinha à Xangô. Ele adorava as viagens e as aventuras. Assim, partiu novamente e chegou à cidade de Irê, onde morava Ogum.

Ogum o terrível guerreiro; Ogum o poderoso ferreiro. Ogum estava casado com Iansã, senhora dos ventos e tempestades. Ela ajudava Ogum na forja, carregando suas ferramentas e atiçando o fogo com os sopradores. Xangô gostava de ver Ogum trabalhar; vez por outra, ele olhava para Iansã. Iansã também olhava para Xangô.

Xangô era vaidoso e cuidava muito de sua aparência, a ponto de trançar seus cabelos e furar suas orelhas, onde pendurava grandes argolas de ouro. Usava braceletes e colares de contas vermelhas e brancas.

Muito impressionada pela distinção e pelo brilho de Xangô, Iansã foi-se embora com ele tornando-se sua primeira mulher.

São Jerônimo, sincretizado com Xangô no Brasil, nasceu de uma família abastada, provavelmente no ano 331, na cidade de Stridova, entre a Croácia e a Hungria.

Estudou em Roma, especializando-se na arte da oratória.

Como sua juventude fora dedicada à vida mundana, Jerônimo tardou seu batizado e, em carta ao papa, ele vislumbrou para si um batismo de fogo no qual suas máculas seriam queimadas. Após ter copiado dois livros de Santo Hilário, ele decidiu estudar teologia. Mas sua leitura favorita continuava a ser a literatura dos grandes legisladores e oradores, como Cícero.

Aos 43 anos, ele esteve muito doente e permaneceu muito tempo acamado, durante a Quaresma, jejuou e teve visões, vendo-se diante do trono do Senhor.

Resolve dedicar-se a uma vida monástica, isolando-se no deserto de Marônia, na Síria. Livros, penas e nanquim são seus companheiros.

Para combater a pensamentos impuros, pegava uma pedra e batia em seu peito, punindo-se, logo após voltava a escrever em hebraico, onde se tornou mestre nessa língua.

O sincretismo entre Xangô e São Jerônimo está no temperamento forte, crítico e na medida que ambos são conhecedores de leis e mandamentos. Xangô tem como lugar as pedreiras.

Sua imagem é representada por um ancião sentado sobre as pedras, segurando a tábua dos 10 Mandamentos e com um leão ao lado.

Xangô tem sua falange também, o mais conhecido é Xangô Kaô.

Na incorporação de Xangô podemos ver o médium curvado, como uma pessoa idosa e com os braços cruzados sobre o peito, batendo firmemente, assim como S. Jerônimo fazia com as pedras em seu peito para afastar os males da carne e a tentação do espírito.

TENDÊNCIA PROFISSIONAL

Advogados, religiosos, mecânicos, dentistas, cabeleireiros, médicos, enfermeiros.


São as seguintes as falanges de Xangô:

1. Falange de Iansã - chefiada por Santa Bárbara

2. Falange do Caboclo do Sol e da Lua - chefiada pela mesma entidade

3. Falange do Caboclo dos Ventos - chefiada pela mesma entidade

4. Falange do Caboclo das Cachoeiras - chefiada pela mesma entidade

5. Falange do Caboclo Treme-Terra - chefiada pela mesma entidade

6. Falange do Caboclo da Pedra Branca - chefiada pela mesma entidade

7. Falange dos Pretos Velhos - chefiada por Quenguelê.


São as seguintes as legiões de Xangô:

1. Legião do Caboclo Ventania

2. Legião do Caboclo das Cachoeiras

3. Legião do Caboclo 7 Montanhas

4. Legião do Caboclo Pedra Branca

5. Legião do Caboclo Cobra Coral

6. Povo de Quenguelê

Saudação:
Kaô Kabecile.

Essências:
morango.

Elemento:
pedras.

Cor:
marrom.

Sincretismo:
São Jerônimo - Xangô Agodô;

São Pedro - Xangô Agajô;

São João Batista - Xangô Kaô.

Dia:
quarta-feira.

Local de Trabalho:
pedreiras.

Flores:
palmas amarelas, palmas lilás, monsenhor amarelo, monsenhor lilás, violetas, saudades, palmas amarelas, crisântemos amarelos, cravos amarelos.

Guia:
Para quem é filho de Xangô: 117 contas, sendo 59 amarelas e 58 marrons. Firma marrom. Dispor uma amarela, uma marrom, etc.
Para quem tem a proteção de Xangô: 114 contas, sendo 57 amarelas e 57 marrons. Firma marrom. Dispor 3 amarelas e 3 marrons, etc.

Bebida:
cerveja preta amarga, levedo de cerveja misturado com xarope de açúcar queimado amargo, sumo de saião.

Fita:
marrom.

Pedras:
quartzo olho de falcão ou quartzo olho de tigre, jaspe, sardo.

Metal:
estanho, molibdênio.

Objetivo:
saúde (coração e glândulas endócrinas).

Vela:
marrom.

Ervas:
Aperta ruão (jaborandi falso);

Baleeira (caimbê);

Barbatimão (ibá timó);

Bétis cheiroso (eucalipto limão);

Café (folhas);

Caruru (folhas);


Chocalho de Xangô;

Erva capitão;

Erva de São João (mentastro);

Erva grossa;

Erva lírio;

Erva moura;

Erva de Xangô;

Folha de mibamba ou bamba;

Levante;

Limoeiro (folhas);

Mangueira (folhas);

Morangueiro;

Musgo de pedreira;

Nega mina;

Pára-raio;

Quebra pedra;

Saião.

Amalá:

7 velas marrons e 7 velas brancas, cerveja preta (mesmo principio de Ogum e Oxóssi). Comida principal: rabada dentro de alguidar de barro ou camarão, quiabo, fitas marrom escuro e branca.

Local de entrega: na pedreira ou sobre uma pedra grande e bonita.


Cozinha ritualística:

1.

Preparar o amalá (picar os quiabos e os camarões secos em pedaços bem miúdos. Levar ao fogo para cozinhar, com um pouco de água pura e 2 ou 3 colheres das de sopa de azeite de dendê). Colocar em alguidar vidrado, podendo enfeitar com quiabos inteiros e folhas de saião.



2. Com feijão fradinho

a) Cozinhar feijão fradinho e quiabos picados, separadamente, em água pura. Quando cozidos, misturar e levar novamente ao fogo com 2 ou 3 colheres das de sopa de dendê, apenas para aquecer o azeite e misturá-lo bem com o feijão e os quiabos.
b) Colocar em alguidar vidrado, podendo enfeitar com quiabos inteiros e folhas de saião

Objetivo: parte profissional e problemas na Justiça



3. Caruru

Ingredientes

1/2 kg de camarões secos

100 g de amendoim torrado

2 dentes de alho

1 cebola grande ou 2 médias

2 colheres dás de sopa de dendê

1 kg de quiabos

sal mais dendê, o quanto baste

1/2 kg de camarões frescos cozidos

1/2 kg de peixe frito

Modo de fazer

a) Afervente o camarão seco, descasque-o e passe na máquina de moer.

b) Descasque o amendoim torrado, o alho e a cebola e passe também na máquina de moer.

c) Misture todos esses ingredientes moídos e refogue-os no dendê, até que comecem a dourar.

d) Junte os quiabos lavados, secos e cortados em rodelinhas bem finas. Misture com uma colher de pau e junte um pouco de água e de dendê em quantidade bastante para cozinhar o quiabo. Se preciso, ponha mais água e dendê enquanto cozinha.

e) Prove e tempere com sal a gosto. Mexa o caruru com colher de pau durante todo o tempo que cozinha.

f) Quando o quiabo estiver cozido, junte os camarões frescos cozidos e o peixe frito (este em lascas grandes), dê mais uma fervura e sirva, bem quente.

g) O caruru é servido com arroz branco ou com acaçá de Oxalá ou com angu de creme de arroz (ver Yemanjá)

4. Rabada

Modo de fazer:

a) Corte o rabo de boi pelos nós e lave bem. Há quem deixe de molho na vinha d'alhos durante umas 3 horas.

b) Tire da vinha d'alhos e leve ao fogo com meio litro de água, 1 colher das de sobremesa de óleo, cebola cortada em fatias, tomate sem sementes, cheiro verde, louro, massa de tomates e sal a gosto.

c) Deixe cozinhar até a carne ficar macia, acrescentando água sempre que necessário.

d) Quando a carne estiver cozida, deixe esfriar e retire o excesso de gordura do molho. Se este ficar muito ralo, engrosse-o com um pouco de farinha de trigo.

d) Sirva bem quente, acompanhado com polenta.

Obrigação: Xangô Agodô - 30 de setembro ­ São Gerônimo:

7 velas marrom;

1 rabada de boi no dendê;

¼ de feijão fradinho;

7 palmas lilases;

¼ de quiabo;

sumo de saião e cerveja preta;

1 taça marrom;

1 copo virgem;

fósforos;

pano marrom.



Xangô Kaô - 24 de junho ­ São João Batista ­ Equilíbrio das Moléculas:

7 velas marrom;

pano marrom;

mingau de aveia;

grãos de trigo;

abricós;

suco de morangos e hidromel (mel + baunilha + água mineral);

7 flores brancas;

1 copo virgem;

fósforos;

1 taça marrom;

maçãs e uvas rosadas.


Xangô Agajô - 28 de Outubro ­ São Judas Tadeu (comanda os médicos do espaço) de difícil incorporação.

Usar obrigação de Xangô Agodô com preces especiais.

Pontos Cantados

É Xangô o rei de lá da pedreira
É Oxum, rainha da cachoeira >
Xangô é rei, Xangô é rei Orixá
Escreve lei pros filhos de Oxalá



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Ele vem de Aruanda
Ele vem trabalhar
Ele vence demanda
Ele é seu Pangará
Kaô, kaô, kaô, kaô
A justiça chegou, Xangô

Ele vem de Aruanda
Ele vem trabalhar
Ele vence demanda
Ele é seu Airá
Kaô, kaô, kaô, kaô
A justiça chegou, Xangô

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Escureceu, a noite chegou >
Firma ponto na pedreira, saravá Xangô >
Saravá Xangô, saravá Xangô

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Lá em cima daquela pedreira
Tem um livro que é de Xangô >
Kaô, kaô
Kaô é kabecile é de Xangô >

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Machadinha de cabo de ouro
De ouro, de ouro
Machadinha de cabo de ouro
É machadinha de Xangô

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Meu pai Xangô
Deixa essa pedreira aí >
A Umbanda está lhe chamando
Deixa essa pedreira aí >

============================================

Na beira do Cariri
Eu vi Xangô sentado
Yemanjá e Oxum
E Santa Bárbara de lado
Na beira do Cariri

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Pedra rolou, Pai Xangô, lá na pedreira
Segura o ponto, meu Pai, na cachoeira

Tenho o meu corpo fechado
Xangô é meu protetor
Firma esse ponto, meu filho
Pai de cabeça chegou

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Quem rola pedra na pedreira é Xangô >
Vivô a coroa de Zambi 2>
Vivô a coroa de Zambi é maio

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Subi na pedreira, subi
Uma pedra rolou no corisco de Xangô
Dizem que Xangô mora na pedreira
Mas não é lá sua morada verdadeira >

Xangô mora na cidade de Luz
Aonde está Maria e o Menino Jesus
Dizem que Xangô mora na pedreira
Mas não é lá sua morada verdadeira >

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Xangô chegou na terra
Xangô girou na Umbanda
Com seu grito de guerra
Xangô venceu demanda

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Xangô é corisco
Nasceu na trovoada >
Trabalha na pedreira
Acorda na madrugada >

Longe, tão longe
Aonde o sol raiou >
Saravá Umbanda
Oi, saravá Xangô >

============================================

Xangô mostrai a força que vós tendes >
Xangô é o rei da justiça
E não engana ninguém
Xangô Kaô, Xangô Agodô 3>

============================================

Xangô, Xangô, meu pai Xangô
Xangô mora na pedreira
Quem mandou relampejar
Kaô kabecile obá, Xangô
Saravá Xangô 3>

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Deixei meu filho em cima da pedreira
E de repente ele escorregou
Me ajoelhei e olhei pra baixo
Estava nos braços de meu pai Xangô

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Xangô, meu pai, atende essa romaria >
Dos filhos que vem de longe
E não podem vir outro dia >

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Estava olhando a pedreira uma pedra rolou >

Com a licença de Zambi vou saravá meu Pai Xangô >

Quem foi que disse que eu não sou filho de Xangô >

Se me atiram uma pedra ele faz dessa pedra uma flor >

São tantas flores de justiça e proteção >

Sou filho de Pai Xangô ninguém me joga no chão >

Oh! Quantas flores já plantei no meu jardim >

Cada pedra atirada era mais uma flor para mim >


Pontos de Subida

Xangô já vai
Já vai pra Aruanda >
A bênção meu pai
Proteção pra nossa banda >

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Já volteei lá na pedreira
E Xangô disse que sim
Quem tem Santo de Caboclo
Tá na hora de subir

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FONTE:http://www.umbanda.amovoce.net
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